MAGNÓLIA
O Rio Grande do Sul escolheu a chuva para o mês de setembro. Só chove. Toró. Temporal. Tempestade. Ciclone. Garoa. Granizo. Trovão. Vento. Ninguém aguenta mais o clima nos lados aqui de baixo. Só falta chover sapo. Tem gente que adora os dias de chuva. Eu não. Detesto. Andar nas ruas sem levar banho dos engraçadinhos que dirigem seus carros rente ao meio-fio é uma proeza.
RAQUETADA
Final de semana passado, meu namorado me convidou para assistir à Copa Davis de Tênis, em Porto Alegre. Um dia lindo, um céu azul, eu nada a fim, mas parceria é parceria. Fomos, no domingo. Pensei com meus botões: um joguinho de tênis deve durar o quê? Uma hora e meia? Brasil e Equador. O gaúcho Marcos Daniel contra o Lapentti. O jogo começa com atraso de mais de meia hora. E o jogo começa arrasador para eles… uma surra. Confesso que pensei: vai dar tempo de dar um passeio no Parque da Redenção. Mas o brasileiro reagiu, e os dois ficaram ali, hooooras, jogando a bolinha para lá e para cá. Meu namorado emocionado. Eu, entediada. E o tempo passando… e passando… duas horas… três horas… quatro horas. Eu não tinha mais lugar para sentar. A bunda já buzinava. O brasileiro virou… eba… vai… vai… e perdeu… ah não… no fim. Quase cinco horas de jogo. Noite lá fora. Eu tonta, de tanto olhar para um lado e para o outro. Morrendo de fome. Irritada. Meu namorado bravo. E o Marcos Daniel sai correndo, nem dá um aceninho para o público, nem agradece. Antipático. Minha vontade era a de dar uma raquetada no cara. Desrespeito. Ficou brabinho e resolveu ir para casa mais cedo, meu filho? Enquanto isso, o Nicolas Lapentti fez volta olímpica, acenou, chorou… E ainda por cima tem umas pernas muito bonitas e um sorriso…
FILOSOFIA BARATA
Todo mundo falando na Helena de Taís Araújo, mas o boa-vida de José Mayer é irritante. Ela olha um iate e ele: é meu! Ela olha o céu e vê um jatinho? É meu! O helicóptero? É meu! O Leblon? É meu! Já li que a primeira Helena que o Zé Mayer pegou foi a de Troia. Haha. Enfim, o Maneco gosta do moço. E eu não gosto mais das novelas do Manuel Carlos. Ah, não, tudo dá tese. A menina briga com a irmã e a outra vem e dá um discurso sobre a importância da solidariedade em família e blablablá. As personagens femininas são todas muito versadas. Não falam, discursam. E a Helena, então, que chatice… sempre com as teses na ponta da língua. Super-refinada, reunida com as amigas, todas bem-resolvidas, lindas, bem-sucedidas. Saudade da Laura do Gilberto Braga. Do politicamente incorreto. Novela do Maneco é sempre a alma feminina. Mulheres sentadas conversando sobre o destino, a condição feminina, a traição masculina, ai ai ai, chatice…
O SEXO E A LIMA
Humm… ainda não tinha visto a Fernanda Lima no seu novo programinha Altas Horas Sexuais… Gente, gente. Eu acho a menina supertalentosa, mas é tudo muito forçado ali. Ela samba, dança, canta, só para dizer ai-como-eu-tô-feliz… Soa artificial. E acaba também sendo chato. Estavam lá o Lombardi e a Paes comentando sobre a ex-novela das oito e respondendo algumas questões picantes. E a Juliana Paes soltou o verbo, toda sapeca. Foi o que salvou. Enquanto isso, a Lima gargalhava meio esquizofrênica. Meda. Daí fiquei pensando como é difícil ficar entre o sério-chato e o alegrinho-irritante para um apresentador de TV. Fernandinha não encontrou ainda o tom. E eu não repito a experiência trash de uma sexta-feira em casa vendo a Globo…
FIASCO SEM LIMITES
E terminou NO LIMITE. Constrangedor. A tal Luciana, uma que quase saiu em quase todos os programas levou 500 mil. A eliminação do voto do público e a estratégia de fazer com que os próprios concorrentes tirassem os rivais do programa esvaziou a atração global de emoção. Era óbvio que os mais fortes e merecedores do prêmio seriam eliminados, um a um. E na final, duas das mais contestadas chegaram. Santa burrice, conseguiram enterrar de vez o NO LIMITE. E o pobre do Zeca Camargo deve ter pensado: pô, eu já entrevistei a Madonna… O que é que eu tô fazendo aqui neste fim de mundo?
Dani Porto - Paulista de nascimento, gaúcha por adoção. Tem formação em comunicação social, com ênfase em marketing. Vive um pouco em Porto Alegre, um pouco em Caxias do Sul (mas nunca foi Rainha da Festa da Uva).
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PUXA!!! Gostei demais do teu texto!
Muito engraçado e – por que não? – instrutivo. Não assisto televisão, pelo menos a aberta, mas teus relatos divertidos me fazem desejar rever essa minha decisão.
Parabéns!!!
Margarete