SENA
Como se não bastasse ter feito a cidade de Gramado parar para a sua chegada, Xuxa, uma das homenageadas neste último Festival de Cinema, proporcionou as melhores pérolas da vez: se disse suburbana e do povo… Tá bem. Mas acontece que a sua filha, Sasha (ué, mas não é a Xuxa que disse pretender dar a sua filha uma educação cuidadosa? A menina tem o quê? 10, 11 anos, e já escreve no twitter da mãe? Ai ai ai, Dona Meneghel… tsc-tsc) escreveu o seguinte: “Sou eu Sasha. Estou aqui filmando e vai ser um ótimo filme. Tenho que ir… Vou fazer uma sena com a cobra”. Pô, tadinha, gente. Ato falho. A mãe dela namorou o Senna, a garota se confundiu. E a cobra, bem, não sei de quem ela tava falando. Da Marlene? Enfim, a galera caiu de pau encima dela, chamando de burra, burra. Eis o que a suburbana e do povo escreveu: “Pra quem não sabe, minha filha foi alfabetizada em inglês e vou pensar muito em colocar ela pra falar com vocês. Ela não merece ouvir certas m… Fui. Vocês não merecem falar comigo nem com meu anjo”. Nooossa, que furiosa. Mas ela não era suburbana e do povo?
AÍ
Repara bem no Zeca Camargo No Limite (da balança). Credo, todo mundo emagrece naquele programa, menos ele, cada vez mais rechunchudinho (para ser politicamente correta). Deve estar roubando os mantimentos da equipe (como é o nome mesmo? Carnaúba, Paraíba, ah, não vou pesquisar, não interessa, ninguém vê mesmo). Mas não, juro que não era disso que eu ia falar. Queria comentar o total despreparo do apresentador para falar ao vivo. A cada três palavras, tem um AÍ. Tipo assim: “Fulano está tentando provar, aí, para a sua equipe, a sua importância aí, acho que já demonstrou aí, ter um espírito guerreiro, aí…” Juro. Só que eu estava observando: jornalista quando entra ao vivo ou quer improvisar, não consegue se livrar do aí. Presta atenção. É um caso a ser estudado. O uso do advérbio aí em gente que não tem o que dizer. Aí.
RAINHAS DO LAQUÊ
Jesus amado… Mais um ano de escolha das Rainhas da Festa da Uva, aqui em Caxias. A tradição deve ser respeitada, é lógico, mas estava na hora de dar uma modernizada no, digamos, figurino das meninas. Gente, que judiaria. Aqueles vestidinhos… aquela produção… mas nada, nada, é pior do que aqueles cabelos puro laquê versão 1960. Pelamordedeus, elas parecem todas iguais. E a transmissão da TVCOM… uma câmera praticamente parada, distante, parecia imagem VHS. Ou faz direito, ou não faz. E as meninas, credo, eu acho que elas ficam os dois anos da majestade sem poder desarmar aquele cabelo. Não tomam banho, devem dormir de vestido, sem se mexer… Mérica mérica mérica.
BRÜNO
É, acho que eu sou muito mal-humorada. Fui ver o filme do Sacha (não, não é a filha da Xuxa) Baron Cohen e tudo foi ativado em meu cérebro. Não sou uma pessoa violenta, mas eu juro, eu juro, que tive vontade de sair tapeando todo mundo que estava rindo daquelas piadas tão, mas tão imbecis que… Que filme idiota, que personagem idiota, como eu sou idiota em ter assistido a este desperdício de tempo e de dinheiro. Pior é que esse mundinho fashion gay daria um filme bem divertido…
Dani Porto - Paulista de nascimento, gaúcha por adoção. Tem formação em comunicação social, com ênfase em marketing. Vive um pouco em Porto Alegre, um pouco em Caxias do Sul (mas nunca foi Rainha da Festa da Uva).
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