Dira Paes recebeu o kikito de melhor atriz coadjuvante por sua atuação no filme NOITE DE SÃO JOÃO. No último Festival de Gramado, também esteve na tela com o divertido filme exibido fora de competição, CELESTE E ESTRELA, muito aplaudido pela platéia.
Por email, Dira contou como foi ganhar o kikito.
Argumento: Qual a sensação de uma atriz jovem e experiente, como tu, receber um kikito em Gramado? O que representa, para ti, esse prêmio?
Dira Paes: Eu sempre quis ter um Kikito, pois sempre achei essa estatueta linda, além do que um prêmio em Gramado ganha uma dimensão nacional devido a alta popularidade do Festival.
Argumento: Muda alguma coisa no teu trabalho de atriz quando tu és também produtora, como em CELESTE E ESTRELA?
Dira Paes: Co-produzir um filme ou uma peça teatral é uma maneira de viabilizar a produção dos projetos que você acredita e quer participar, mas durante os ensaios e a filmagem, eu só sou atriz.
Argumento: Tua parceria com a Betse de Paula já rendeu dois filmes bem divertidos. Quais as dificuldades – e prazeres – em fazer comédia?
Dira Paes: A comédia no cinema tem o desafio de manter a piada fresca, pois as repetições entre ensaios e filmagem podem fazer com que você perca a graça, diferente do teatro, que você tem a resposta instantaneamente. A Betse me introduziu à comédia no cinema, esse passo me proporcionou um novo olhar sobre o meu trabalho. O grande prazer é ouvir a gargalhada espontânea do público durante a projeção do filme.
Paulo Ricardo Kralik Angelini - Formado em Publicidade e Letras, doutor em literatura brasileira/portuguesa. Professor na Faculdade de Letras/Estudos Literários PUCRS. Editor do site argumento.net, é autor da COLUNA CONTEXTO.
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