// você está lendo...

categoria: NEW ZEALAND

3: DOS BRINDES ÀS DESPEDIDAS

Uma coisa é fato. Kiwi não sabe beber. Até sabe, mas não sabe parar. É normal as festas acabarem mais cedo porque algum vizinho chamou a polícia. Ou porque o dono da casa expulsou todo mundo. Os Neo-Zelandeses realmente sabem como fazer festa, mas não sabem como acabá-las sem causar maiores problemas.

 

Aliás as festas aqui são completamente diferentes das brasileiras. Primeiro que menores não entram em “clubs”, então tem que ser em alguma casa ou parque. Se for em uma casa a festa vai começar bem cedo, por volta das oito horas, e acabar mais ou menos à meia-noite. No início vai estar separada em grupinhos, mas no fim todos vão estar abraçados no meio da rua. se for em um parque, vai começar um pouco mais tarde e terminar mais cedo, porque com certeza a polícia vai chegar e mandar todo mundo pra casa. Além de ser úmido e frio. Melhor evitar.

 

Uma novidade pra mim é poder ir à praia todos os dias. Passar as tardes tocando violão e jogando futebol. Apesar de no início ser muito bom, acaba não sendo tão legal. Depois de alguns dias perde a graça de arrumar tudo, entrar no carro e ir pra praia passar algumas semanas. Mas não deixa de ser bom. Único problema é a água bem mais gelada que o litoral gaúcho. Banho de mar não é o essencial da praia.

 

Além da praia, eu estou adquirindo outros costumes, mas com o problema de não poder mantê-los em Porto Alegre. Chamam-se Starbucks e Kit-Kat. Cuidado com esses nomes. Viciam. Sinto que vou precisar dar um jeito de levar uma filial dos Frappuccinos pros pampas. E também percebi que o maior peso da minha mala de volta vai ser em chocolates. Sem problemas. Quase.

 

Mesmo não tendo que estudar para a escola daqui, eu aprendi uma coisa bem estranha. As marés. Moro num tipo de península, de frente pro mar, mas é um mar estranho. Ao meio-dia eu posso tomar banho com a água a mais ou menos dois metros de profundidade. às seis da tarde eu posso atravessar o mar caminhando e usar como atalho para a parada de ônibus. Simplesmente seca. No mesmo dia. No mínimo estranho.

 

Ah! Lembrei outra coisa que estou aprendendo. Alemão. Cada dia que passa vejo que é mais útil. Não sei muita coisa. Mas posso dizer umbom dia, como vai?”. E posso também xingar todo mundo. Isso realmente foi a primeira coisa que eu aprendi.

 

Cheguei aquimenos de dois meses e as despedidas começaram. Primeiro um Chinês e um Japonês que estavam na minha casa. foram. Agora esta semana vai embora um amigo meu espanhol. São despedidas estranhas. Muito diferentes daquela que eu fiz ainda no Brasil. Agora é uma despedida que tu sabes que provavelmente nunca mais vai ver a outra pessoa. É. Tá certo. Intercâmbio é isso.

 

Chega de tristeza. Quinta-feira vou ter meu primeiro (e último…) feriado. Dois dias sem aula. Ótima oportunidade para conhecer este pedaço de terra selvagem que é a Nova Zelândia. Vou passar cinco dias no norte da Ilha Norte. Lugar mais quente do país. Espero que seja bom. Quando eu voltar eu conto mais. Pelo menos vou tentar. Nem que seja em alemão.

Gustavo Tessler - Gremista, aluno do segundo ano do Ensino Médio do Colégio João XXIII, participa de um intercâmbio em território neo-zelandês, na pequena cidade de Nelson.
Mande um mail para o autor | Todos os artigos de Gustavo Tessler

Comentários

Um comentário para “3: DOS BRINDES ÀS DESPEDIDAS”

  1. EH POR ISSO QUE EU AMO NZ GAUCHINHOO, VAMO FICAR LOUCO

    Posted by Bernardo | September 15, 2010, 1:34

Deixe um comentário