O gaúcho Luís Augusto Fischer bateu todos os recordes de venda na tradicional Feira do Livro de Porto Alegre, em 2000, com o Dicionário de Porto-Alegrês, uma curiosa e divertida compilação de palavras e expressões características da capital do Rio Grande.
Ele estudou Geologia, História e Letras, é doutor em Literatura Brasileira. Foi professor de tradicionais escolas de Porto Alegre, como Anchieta, Colégio Militar e Israelita e atualmente dá aulas de Literatura Brasileira e Sul-Riograndense na UFRGS. Autor de inúmeros ensaios, publicou as obras Pra fazer diferença, Contra o esquecimento, Um passado pela frente, além do livro de contos O Edifício do Lado da Sombra. Organizador da série Nós, os Gaúchos, junto com Sérgius Gonzaga, Fischer também é bastante solicitado para a realização de edições comentadas de autores gaúchos, como Contos Gauchescos e, em produção, Lendas do Sul, ambas de Simões Lopes Neto.
Luís Augusto Fischer é colunista semanal (sábados) do jornal Folha de S. Paulo, escrevendo para o caderno Folhateen, e do jornal ABC Domingo, do Vale dos Sinos.
Também participa do projeto Sarau Elétrico, literatura, música e arte às terças, na casa noturna Ocidente, em Porto Alegre, junto de Frank Jorge, Kátia Suman e Carlos Moreno e, quinzenalmente, do programa de rádio Cafezinho, na Pop Rock.
É colorado e adora jogar futebol de botão.
UM LIVRO: Um???? Um milhar???!!! Tá… Seymour, uma introdução, de J. D. Salinger
UM FILME: Apocalipse Now, dirigido por Francis Ford Coppola
UMA MÚSICA: Uma só??? Nossa, tô revendo toda a minha vida… O testamento, do Milton Nascimento e Nélson Ângelo
UM ESPETÁCULO: Parabelo, do grupo de dança O Corpo
FÉRIAS IDEAIS: Quando se tem tempo para ler à toa, não profissionalmente
UMA VIAGEM INESQUECÍVEL: Sul da Espanha
O QUE ESTÁ LENDO ATUALMENTE: Leio muitas coisas ao mesmo tempo porque preciso fazer resenhas, participar de bancas… Atualmente estou relendo, profissionalmente, Lendas do Sul, do Simões Lopes Neto, Memórias do Cárcere, do Graciliano Ramos, Planalto em Chamas, do Juan Rulfo e Em Liberdade, do Silviano Santiago. Por gosto, estou lendo o livro de poesias da Martha Medeiros, Cartas extraviadas e outros poemas
UM GRANDE ESCRITOR: Tenho três grandes referências: Machado de Assis, Jorge Luis Borges e Franz Kafka
UM ÍCONE DO CINEMA: Marlon Brando
UM NOME DA ARTE: Bach, o João Sebastião (Johann Sebastian)
UM ÍDOLO NA PROFISSÃO: Paulo Coimbra Guedes
O QUE OUVE QUANDO ESTÁ ESTRESSADO: Músicas não muito exigentes, uma coisa mais tranqüila…
UM PROGRAMA QUE CURTE NA TV: O da Lorena Calábria, Ensaio Geral, no canal Multishow.
UM VÍCIO: Me atrolhar* de coisa para ler, compro uns dez jornais e revistas para ler no final de semana
ADORA: Comer bem
ODEIA: Gente presumida
UM SONHO: Ter filho… estamos tentando.
SIGNO: Aquário ascendente em Touro
UM ADJETIVO QUE PODERIA TE DEFINIR: Obstinado… sou muito obstinado por algumas coisas…
* Nota do Editor: Para quem não conhece essa expressão: ATROLHO, de acordo com o dicionário do Fischer: Situação resultante de atrolhar-se: confusão, excesso, balbúrdia indesejável.
Paulo Ricardo Kralik Angelini - Formado em Publicidade e Letras, doutor em literatura brasileira/portuguesa. Coordenador do departamento de estudos literários da Faculdade de Letras/PUCRS. Editor do site argumento.net, é autor da COLUNA CONTEXTO.
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Luís, gostaria de lhe enviar meu derradeiro texto sobre o teatro de Nelson Rodrigues, editado ano passado, mas não tenho seu e-mail. Pode me passar? Fico grato antecipadamente. Abraço, Francisco.