UM MUNDO MENOS PEOR – O segundo representante da Argentina, dirigido por Alejandro Agresti, o mesmo de VALENTIM, reserva todos os ingredientes bem conhecidos da cinematografia do país: um roteiro sensível – a partir de conflitos humanos aparece a crise de identidade do cidadão argentino-, uma boa atuação do elenco e uma produção bem cuidada. UM MUNDO MENOS PEOR trata da história de uma mulher e suas duas filhas, uma na casa dos vinte anos e a outra com uns dez. Ao voltarem para um balneário minúsculo na região patagônica, as três procuram pelo próprio passado já que a mulher teve um relacionamento com um homem, hoje padeiro, que pensava ter morrido. A filha dela é filha dele, mas os mistérios que rondam tal caso de amor apontam para versões diferentes. Toda a população local fica contra as invasoras, pois ouviram boatos (nunca revelados ao espectador) que depõem contra a mulher. Alguns personagens, aparentemente soltos, aos poucos começam a se encaixar na história. Mesmo que não seja brilhante como outras películas argentinas, UM MUNDO MENOS PEOR tem aquele clima do cinema humano, que provoca risos e emoção contida. Um destaque do filme é a atuação do trio principal: Mónica Galán, que Gramado viu em UM AMOR DE BORGES, Carlos Roffé e, especialmente, a jovem Julieta Cardinali, que pode levar para casa um kikito de coadjuvante.
Paulo Ricardo Kralik Angelini - Formado em Publicidade e Letras, doutor em literatura brasileira/portuguesa. Professor na Faculdade de Letras/Estudos Literários PUCRS. Editor do site argumento.net, é autor da COLUNA CONTEXTO.
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Sencacional filme, talvez o mundo fosse menos pior se nao fosse aliado
Filme esplêndio. Uma fotografia fantástica, uma musicalidade imensa.Que beleza.