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categoria: 2003

HORTÊNSIA DE PALHA: O PIOR DE GRAMADO 2003

Os Editores do Argumento reuniram alguns amigos que estavam presentes no 31° Festival de Gramado, cineastas, jornalistas e curiosos, e perguntaram: quais foram os piores do Festival de Cinema? Com a rápida adesão, instituímos o primeiro ano do disputadíssimo troféu HORTÊNSIA DE PALHA. Confira o resultado e parabéns aos vencedores:

Pior Filme:
NOITE DE SÃO JOÃO, por unanimidade!

Pior Ator:
Marcos Palmeira, DOM

Pior Atriz:
Fernanda Rodrigues, NOITE DE SÃO JOÃO, outra unanimidade.

Pior Ator Coadjuvante:
Luiz Carlos Magalhães, o Padre de NOITE DE SÃO JOÃO. Mais uma unanimidade.

Pior Atriz Coadjuvante:
Figurante de NOITE DE SÃO JOÃO que diz: “Olha a srta. Júlia tá dançando!”

Pior Fotografia
NOITE DE SÃO JOÃO

Pior Roteiro:
NOITE DE SÃO JOÃO, mais uma unanimidade.

Pior Diretor:
Sérgio Silva, NOITE DE SÃO JOÃO

Momento Constrangedor:
Flatulência de Araci Esteves, outra unanimidade. Tinha que dar cadeia: como podem desperdiçar uma atriz desse porte?

Pior Curta:
BALA NA MARCA DO PÊNALTI

NOITE DE SÃO JOÃO foi o grande vencedor da noite, com 8 HORTÊNCIAS DE PALHA.
Também recebemos recadinhos para outras bobagens. Confira!

Atriz Decepção: Francisca Queiroz, DE PASSAGEM, que entra muda e sai calada.

Ator Decepção: Antônio Pitanga, APOLÔNIO BRASIL

Prêmio Tô me achando o cara: Para o padre e o taxista da novela MULHERES APAIXONADAS, Nicola Siri e Paulo Coronato, com alguns ataques de estrelismo e nada a ver com o cinema

Prêmio Era Melhor ter ficado em casa: Para o presidente da Assembléia Legislativa do RS, Vilson Covati, que não sabia o que estava falando. Ou melhor, lendo. Tropeções no discurso e um Cacá Dieguês afrancesado que vão ficar como o mico do ano.

Prêmio Jabá disfarçado de Homenagem: Que Flávia Moraes tenha entregue uma plaquinha para o grande Milton Gonçalves, tudo bem. Mas não precisava dizer: “Agora vamos mostrar um pouco mais do trabalho desse grande ator” e mostrar o trailer de ACQUARIA, o filme de Sandy e Júnior dirigido por ela. O pobre Milton aparece por meio segundo. Ninguém entendeu a cara de pau.

Prêmio Menos: Menos, Dennison Ramalho, menos. Não precisava todo aquele discurso apoteótico. Ganhou a antipatia de uma platéia meio mala mesmo, e acabou o resto do festival com o rabinho entre as pernas.

Prêmio Ai que Medo: Para Nívea Maria, com olhar aterrorizado e meio escondidinha atrás de Werner Schünemann quando Dennison pegou o microfone.

Prêmio Fonoaudiologia Urgente: Para Werner Schünemann, com um sotaque carioca-gaúcho irreconhecível e constantes tropeções nas palavras.

Prêmio Esqueceram de Mim: Para a auxiliar de figurino do longa CONCERTO CAMPESTRE, em exibição fora de concurso. Na hora de chamarem a equipe na noite de encerramento, foi ela quem salvou a pátria, apesar de ter trabalhado, dizem, por menos de uma semana no filme.

Prêmio Forçou Demais: Ao jorrar esperma numa fotografia, o ator mirim de JONAS revela-se um dos mais precoces homenzinhos da história do cinema, desafiando a natureza.

Prêmio Nem Precisava ter Vindo: Para a aparição vapt-vupt da eleita mais mal vestida da festa, Regina Duarte, com seu figurino cowboy fora da lei, toda sorrisos, sem medo de ser feliz.

Prêmio De Novo Não: Para os comerciais que iniciavam todas as sessões, sempre os mesmos, irritantemente os mesmos. O pessoal podia fazer um rodízio, hein?

Prêmio Tô nem Aí: para Lucélia Santos, sempre querida, e suas roupitchas muito recém saí da cama…

Prêmio Saia Justa: Para o corpo-a-corpo que a atriz Paula Picarelli recebeu de algumas fãs.

Paulo Ricardo Kralik Angelini - Formado em Publicidade e Letras, doutor em literatura brasileira/portuguesa. Professor na Faculdade de Letras/Estudos Literários PUCRS. Editor do site argumento.net, é autor da COLUNA CONTEXTO.
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