“Errou! Mas foi por pouco. Sapata na cara, em um cinema perto de você”. O filme fala sobre o presidente americano Bush Junior. Após seu paps ter financiado a subida do ditador Hussein, Junior volta ao Iraque, depõe o ditador, turbina a indústria bélica americana e entra em uma guerra um tanto mais difícil de ganhar do que imaginava. “O trabalho não tem sido fácil, mas foi necessária para a segurança americana, a esperança iraquiana e a paz mundial”.
O filme termina com Junior visitando o Iraque e levando uma sapatada na cara. Vai ficar registrado na história como o presidente americano mais pateta ever after. Ninguém o leva muito a sério. Tem cara de Mickey com orelhas de Topo Gigio.
O legal é que o filme tem senso de humor. Depois da sapata, Junior afirma que só em democracias políticos levam sapatadas, e que um sapato (na verdade, um par deles) nas mãos de uma pessoa não traduzem o sentimento de uma nação. E o fato de mais de 200 advogados quererem defender o agressor de graça, Junior? Hummm? Heim? Na verdade J. acabou realmente estimulando a democracia. Foi tão cocô, para os outros e para a economia americana, que Hussein Obama acabou eleito com comparecimento recorde às urnas. Estimulou o civismo. Depôs o Hussein lá, elegeu um cá. Justo, não? Irônico, não?
Quem vê o filme não se conforma que o cara errou a mira. Na verdade, o presidente deve ser ninja, porque desviou dos sapatos com destreza marcial. Iiiiáááá! Nota 10 para os reflexos presidenciais. “Sou grato por ter tido a chance de voltar ao Iraque antes do fim do mandato”. Eu também Bush! Te daria a sapatada pela crise financeira. Vê armas de destruição em massa transatlânticas, e ignora as hipotecas no próprio quintal? Tu tá de sacanagem, né, mermão!
Por todos os cocorocôs que seu exército deve ter dado em civis iraquianos, um sapatinho tá de bom tamanho, não? “É o beijo de despedida, seu cachorro“.
Juliana Cavaçana - Juliana Cavaçana, 27, formada em administração pela FEA/USP. Descobriu que o mundo corporativo é muito chato e enveredou para o jornalismo (Anhembi Morumbi). Adora cinema. Sem conhecimentos técnicos sobre película e ângulos de filmagem, mas uma boa tagarela, escreve sobre a sétima arte mesmo assim. "É só dar asa que nóis avoa!"
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O porquê da Pipoca. O porquê do Piruá. Velhos companheiros de cinema, a pipoca leva toda a fama, mas não nos esqueçamos do Piruá: o grãozinho preto, torrado, que não teve a honra de estourar, cada vez menos freqüentes nas grandes cadeias de cinema, que otimizaram a arte de fazer pipoca. Tributo à pipoca e ao piruá!
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