Conferi no cinema a nova película de Woody. Putz grilis! Putz! Como será que se faz?
Duas amigas, Vicky e Cristina, vão visitar Barcelona. Vicky porque faz mestrado sobre cultura catalã. Cristina porque fez um filme de 12 minutos, sobre o amor, que ela mesma odiou. Atualmente, à procura, vislumbra algo que entretenha sua constante insatisfação. Depois de um período em Barcelona, Vicky não é mais feliz. A vida é mais cheia de desejos e incongruências do que existiam no seu horizonte cerebral. Não tem volta. Depois de tomar um Chelebut de Borbulet, quero ver quem manda, de bom grado e sem chiar, um Chapinha. Galão 5L.
Ela, centrada noiva, tinha um futuro pela frente (por mais que sejamos feministas, oops, perdão, mulheres de bom senso, o casamento continua um calmante). Passa, na Europa, a odiar o noivo, típico burguês. A burguesia tem várias qualidades, uma delas é ser chata. Não que eu não seja burguesa. Não tem outra classe à qual eu pertença. Sou, digamos, uma burguesa com autocrítica. Eu e o Woody. Eu por odiar o amor fordista ao estudo dos tempos e movimentos. Em outras palavras, trabalhar muito, em ritmo acelerado, e ganhar pouco. Ele por reconhecer que tinha vontade de comer a filha adotiva. Não é fácil!
Hermann Hesse (escritor alemão, gênio, escreveu O Lobo das Estepes) também não acha nada fácil “Como a burguesia é limpinha!”, diria. Dá um trabalho danado manter o cão adestrado.
Vicky esbarra em uma conhecida de Nova Iorque sem querer. A X comenta da casa nova, e do decorador, impecável, incontratável: “Ele é criativo, mas sabe quando recuar“. Há frase melhor para expressar o tédio que a nova Vicky agora é capaz de perceber? Criatividade demais transborda, respinga, suja. Para quem quer alçar vôo, a palavra recuar é deveras claustrofóbica.
Tanto blablabá é por 30 segundos do filme. Um mísero diálogo, pequeno mesmo, assim, quase imperceptível. Realmente muito bom! V. C. Barcelona é hilário. Klap klap klap! Será que o Woody Allen toparia ser meu amigo? Pô, ia ser superlegal! Para aqueles que querem outro motivo para ir ver o filme, meu namorado diria que ver a Scarlett Johansson e a Penélope Cruz beijando na boca, no quarto escuro, vale a pena (ganhou aquele típico tapinha no braço, “aí seu tonto!”).
PS: sacanagem do Woody retratar Barcelona daquela maneira! Mentira! O parque Güel é cheio de turistas! Vi com meus próprios olhos que a terra há de comer!
Juliana Cavaçana - Juliana Cavaçana, 27, formada em administração pela FEA/USP. Descobriu que o mundo corporativo é muito chato e enveredou para o jornalismo (Anhembi Morumbi). Adora cinema. Sem conhecimentos técnicos sobre película e ângulos de filmagem, mas uma boa tagarela, escreve sobre a sétima arte mesmo assim. "É só dar asa que nóis avoa!"
Blog pessoal: PIPOCA E PIRUÁ
O porquê da Pipoca. O porquê do Piruá. Velhos companheiros de cinema, a pipoca leva toda a fama, mas não nos esqueçamos do Piruá: o grãozinho preto, torrado, que não teve a honra de estourar, cada vez menos freqüentes nas grandes cadeias de cinema, que otimizaram a arte de fazer pipoca. Tributo à pipoca e ao piruá!
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juli voce e´otima .Li seu site pipocaepirua e gostei muito.Legal,inteligente,divertido e nos leva ao delicioso prazer de trocar impressoes.Amei seu comentario sobre Wall-e.SENSIVEL e COMOVEDOR.Me motivou ver o filme.Sugiro que voce o publique neste site pois afinal nos lembra que a vida é soberana.Continuarei te lendo .Obrigado por seus comentarios.
Juliana
Não sei por quem começar-Hesse ou Allen? Vc precisa ver e comentar Sidarta,baseado na obra de Herman Hesse,depois de uma viagem que fez à Índia e se converteu ao budismo – manifesta a busca interior que todos nós fazemos ou deveríamos fazer. O personagem principal, Sidarta (não o Buda, Sidarta Gautama), é alguém que procura encontrar o real sentido de sua existência e para isso vive fases bastantes distintas em sua vida: primeiro nasce e vive como brâmane na casa de seu pai, depois renuncia os bens materiais para uma vida asceta de samana, e em uma nova renúncia busca os prazeres da carne e das riquezas e por fim, observa como fórmulas de escape a morte ou o amor incondicional a outrem. Apesar de não encontrar as respostas que procura em nenhum desses lugares, consegue perceber sua evolução após cada experiência rumo a sabedoria.(Isto é fantástico na vida, posso afirmar, eu).
Parecido com a Vick de Allen?
Quando cursava Filosofia, Ciencias e Letras, não sei por que cargas d´agua, lí o Jogo das Contas de Vidro, dele,que retrata um sistema que integra as diversas Ciências e transmite o conhecimento através de uma espécie de secreta metalinguagem (gostaram? Hehehe).
Há um lindo poema chamado Degraus do qual nunca me esquecí…e faz tempo.Podem conferir e comentar.
Falando em Woody, lí, não sei onde que Bardem, que voltou a encantar Hollywood,com Vicky, Cristina, Barcelona, disse que teve medo que as pessoas não acreditassem que seu personagem pudesse seduzir e dividir a cama com os personagens das atrizes Penélope Cruz, Scarlett Johansson e Rebecca Hall.
Beleza, nem sempre é posta á mesa, meu bem…
Tudo isto, em Barcelona, dá pano pra manga…Que cidade maravilhosa!
Não se esqueça de Sidarta. Vou cobrar!!! Bjos.
ahhhh eu também queria ser amiga do Woody Allen…eu também queria passar férias em Barcelona…procurando alguma coisa… lá é o lugar pra ACHAR… qualquer coisa!! Até um galãozinho 5l de “chapita” seria de puta madre!!!
acredita que ainda não vi o filme?!!! passou aqui faz um tempão, até saiu de cartaz. Andei muito atrasada com cinema. péssimo isso. Mas ainda quero ver. ainda mais depois do teu comentário.
E eu também fui turista no parque Guel!!!!! ha ha!