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categoria: PIPOCA E PIRUÁ

MARLEY E EU

 

 

Meu namorado tem um Marley em casa. Chama-se Sol. Ainda em crescimento, aos 6 meses, pesa a bagatela de 20 quilos. Monstrinho em crescimento. Como sou muito apaixonada, acredito que ela tem uma alma que se comunica intrinsecamente comigo, resolvi levá-la para conhecer a família. (Enquanto expresso meu amor em cafunés, ela parece optar por litros de baba).

 

Após longa viagem, enquanto subia no elevador, pensava: “Tudo menos o tapete personalizado…” E neste momento, desisti de todas essas balelas de que querer é poder, porque eu realmente mentalizei, desejei e humm (sonoplastia da voz do pensamento) “O tapete com o rococó jebelut jebebulet, please, não!” O estrupício chegou, abanou o rabo, fez festa pra todo mundo, com aquela simpatia irritante de quem acorda todos os dias de bom humor, e xiiiiiiii peps gostoso! Em cima da assinatura jebelut jebebulet. “ Sol!!!”

 

Contabilização do custo de guerra: até agora R$ 100 para lavagem do tapete. O moço disse que se passar de 3 tapetes, ele pode fazer um bom desconto.

 

Tenho certeza de que ela não fez de sacanagem, porque mamãe acordou de madrugada com shlep shlep. Era a Sol, tomando água da privada. O vizinho de cima não gosta de ruídos. “Ontem às 2h da manhã alguém abriu uma gaveta. Gavetas me incomodam! Odeio gavetas! Vocês por favor poderiam parar de respirar entre as 23h e as 6h? Muito obrigada!” Micro peps entre as 23h e 6h não acionam a descarga. Se gavetas o incomodam, uma privada é praticamente um helicóptero Apache. Interessante, porque a velhice trouxe insônia, mas a audição, continua uma formosura. Ou seja, a Sol tomou água da privada com micro peps. “ Sol!!!” Se um serzinho bebe xixi despreocupadamente, um tapete

 

No final da visita, todos os tapetes, de todos os quartos e de todos os banheiros, estavam empepizados (santo desconto!). As perdas em conflitos totalizaram: uma lasca de sabonete, um terço de bucha vegetal, meio bombril, um brócolis, manchas marrons no sofá branco, um creme Nivea, um frasquinho de remédio para ouvido e uma lambida no prato de banana com mel.

 

O bichinho realmente é um furacão. Mas cada dia é mais amável. O que leva à conclusão: se filhoum trabalhão e é amado. Se namoradotrabalhão e é amado. … Talvez haja uma relação entre torrar o saco e se tornar inesquecível.

 

 

Juliana Cavaçana - Juliana Cavaçana, 27, formada em administração pela FEA/USP. Descobriu que o mundo corporativo é muito chato e enveredou para o jornalismo (Anhembi Morumbi). Adora cinema. Sem conhecimentos técnicos sobre película e ângulos de filmagem, mas uma boa tagarela, escreve sobre a sétima arte mesmo assim. "É só dar asa que nóis avoa!" Blog pessoal: PIPOCA E PIRUÁ O porquê da Pipoca. O porquê do Piruá. Velhos companheiros de cinema, a pipoca leva toda a fama, mas não nos esqueçamos do Piruá: o grãozinho preto, torrado, que não teve a honra de estourar, cada vez menos freqüentes nas grandes cadeias de cinema, que otimizaram a arte de fazer pipoca. Tributo à pipoca e ao piruá!
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Comentários

Um comentário para “MARLEY E EU”

  1. Esta relação de seres humanos com cães, só pode ser ampla e totalmente compreendida por quem já viveu. È algo maravilhoso. Diria que supera o amor entre homens e mulheres, pois é de uma incondicionalidae a toda prova, de uma dedicação total e incondicional, de cumplicidade nos bons e maus momentos. Vivem nossas alegrias e tentam nos alegrar nas tristezas.Realmente possuem um humor a ser estudado. Quanto despreendimento! Um mero biscoito significam o que para nós humanos, apenas muitas coisas juntas poderiam…Se me fosse dada a opção de escolha entre cães e algumas pessoas, sem hesitar, optaria por eles.Sua fidelidade, sua meiguice, seu olhar, me tocam o coração. Alguém se habilita a virar cão???

    Posted by maria rita ferreira silva nassif | March 14, 2009, 17:21

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