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categoria: DRY MARTINI

PROS CANSADOS E PROS SUJOS DE TRISTEZAS

(3:47 A.M.)
Nada se sabe dos que renunciaram de forma prosaica, dos que foram dispostos adicionalmente, daí, sim, numa forma tão indisposta quanto. Dentro de uma caixa com defeituosos, qual de nós que se destaca?

(4:13 A.M.)
Eles têm tentado se desfazer daqueles problemas tantos, que por tantas vezes interrompem suas reflexões. Mas se disseram que por cada palavra a gente morre mais, o que de fato nos mantém aqui? Uma grande estagnação de sentidos tem tomado conta de cada retina, de cada rotina vazia. Ouçam o velho Farka Touré, minha gente: há apenas cidades e espaços nos separando, mas a nossa alma e o nosso espírito são os mesmos.

(4:39 A.M.)
Corrigindo. E, depois disso, silêncio. Vácuo sonoro que vem daqueles que, a princípio ou sem princípio, teriam algo a dizer - combinado com os incessantes barulhos de outros, que, com certeza, mal sabem o que dizem. A situação é de caos, uma coisa da qual emerge toda a falta de consciência. O que fazer quando o significado da desordem faz muito mais sentido do que o da própria ordem?

(5:01 A.M.)
Tão da vida quanto Lexington Steele. Confesso, no entanto, que estaria mais confortável se Aurora Snow e Mr. Marcus estivessem presentes. O que eu não faria por uma noite em cima daquelas mesas do Boom Boom Room ao som de Boogie Chillen?

Mariana Melleu - "Não tinha nada que ver com o poder invisível que ensinava a respirar para dentro e a controlar as batidas do coração, e lhe havia permitido entender por que os homens têm medo da morte."
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