O RIO DE JANEIRO TEM MUITAS BIZARRICES… mas a daquela terça-feira superou todas as outras.
Eu voltava a pé do trabalho, pelo calçadão de Copacabana, lá pelas 6 da tarde. Eis que, do nada, um maluco vem por trás e joga um negócio gelado e molhado no meu pé…
dei um grito, de susto, de medo, de nojo…
parecia um bicho melequento. No reflexo pensei que era uma lagartixa, uma perereca, sei lá, porque sempre tem um engraçadinho vendendo porcarias de dar susto – tipo aquele copo de chopp (cretino) que é fechado em cima. E óbvio que, no susto, não se pensa muita coisa…
Quando parei pra ver qual era a situação, ver onde o desaforado tava, o que era aquilo no meu pé…
…
era…
…MERDA!!!!
UMA CAGANEIRA MELEQUENTA, GELADA, NOJEEEENTA!!!
Duas senhoras que estavam sentadas num banco, na orla, me avisaram que ele tinha jogado “uma coisa” no meu pé e saiu, atravessou a rua (enquanto isso, eu pude ver o sujeito atravessando a avenida calmamente, indo para o canteiro do meio…)
A essa altura eu não sabia se ria ou se chorava… Geralmente, a guarda municipal fica em pequenos grupos pelo calçadão, no fim da tarde. Mas naquele dia, nenhum!
Fui tentar limpar um pouco aquela nojeira – que começou a feder muito – com areia… aí veio um guri, que vinha passando de skate e parou. Pegou a sandália que eu tirei (sim, era aberto o calçado que eu usava) e… cheirou!!!
É um tipo de “golpe” que os malandros dão em GRINGOS (eeeuuu???!!!!!!!!), sujando o sapato sem serem notados, pra depois se oferecerem pra limpar…
E o tio ainda perguntou:
- Não era um rapaz com uma caixinha na mão?
Por acaso, ERA!!!
Eu sempre volto pelo calçadão observando a diversidade daquele espaço (que tem uns 2 ou 3 km)… mas aquele tipo de golpe e aquele “cidadão”, ali, eu ainda não tinha visto.
Quem sabe ainda não me vingo?
Cristiane Pletsch - Gaúcha de Porto Alegre, jornalista COM DIPLOMA! pela UFRGS. Mora no Rio de Janeiro, em Copacabana, desde abril/2009.
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