Vestiu-se bela. Armou-se inteira. Prendeu a mágoa no nó da garganta. Rasgou o mapa: conhecia a rua, a sombra, o quarto, a cama. Quis quebrar os pratos, os copos. Previu os cacos e os trapos dos laços desfeitos. Seguiu a brisa em vento até enfrentar a janela fechada.
Rolaram das mãos as pedras, tais como água que escorre entre os dedos. Despiu-se inteira. Guardou-se bela. Desarmou-se e, enfim, desmoronou.
(para ler ouvindo Ana Carolina)
Tatiana De Camillis - Formada em Direito, atualmente cursa Letras na UFRGS.
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