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categoria: ADOLESCENDO

O VASO DE FLORES

Simone tinha 12 anos e trabalhava como florista na floricultura da sua tia. Ela era uma menina alta para sua idade, e muito madura também. Desde pequena, ela tentava ajudar os pobres, pedindo para seu pai dar trocados aos mendigos na rua. Seu maior defeito, ou qualidade, era acreditar sempre no melhor das pessoas.

 

Alessandra tinha 36 anos e trabalhava como professora de história numa escola local. Ganhava um salário mínimo e se sentia muito sozinha, que seu marido estava sempre fora. Seu maior amor era pelas crianças que ensinava.

 

Numa quarta-feira à tarde, um homem com a barba por fazer, vestido muito mal e com bafo de cachaça barata entrou na floricultura e pediu  o arranjo mais caro. Sem desconfiar de nada, Simone entregou-lhe o arranjo. Mal ela entregou as flores, o homem havia puxado uma faca. Simone, berrando, tentou pedir ajuda e, num momento de desespero, o maltrapilho a esfaqueou quatro vezes e saiu correndo com o arranjo.

Às sete da noite, Alessandra esperava, impaciente, o seu marido, que não voltava do trabalho. Finalmente, ele abrira a porta de casa com um sorriso na cara e flores na mão. Alessandra ficou felicíssima com a surpresa e encheu o marido de beijos.

 

No outro dia, o telefone da casa de Alessandra tocou. Tamanha foi a surpresa quando ela soube que uma de suas ex-alunas havia sido assassinada, que deixou o vaso de flores cair no chão.

 

 

 

Por Guilherme Barcelos Blumberg, aluno do primeiro ano do Ensino Médio do Colégio Leonardo da Vinci. 

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