“Desejos não precisam de razão, nem os sentimentos de motivos”
Paola /Pops
Há um ano está longe. Quando partiu, levou um álbum com fotos e mensagens dos parentes e dos amigos. Era a forma de estarem mais perto. Todos queriam estar com ela. Levou expectativas e medos, reais e imaginários, que não lhe eram exclusivos. Foi fazer intercâmbio no exterior, o que significa fora do país, do convívio, dos costumes. Fora da proteção do pai e do amparo da mãe. Fora do toque, do olhar, do cuidado. Fora das paredes da casa, da escola, da cidade Natal. Fora do colo das avós e das amigas da infância. Mas, quis ir, lutou por isso e lá se foi. Há um ano.
Adaptou-se às regras das famílias que a receberam e aos jeitos e trejeitos das mães e irmãos substitutos. Foi monitorada, semanalmente, pelo Rotary, que se responsabilizou por ela. Aprendeu o valor do silêncio e do argumento na dose certa. Ficou mais íntima ainda da internet. Descobriu-se mais gaúcha e “do Brasil”. Apresentou-se e a sua terra aos encontros promovidos. Conheceu um país que, por um ano, passou a ser o seu.
Descobriu outras culturas, provou de outra culinária, em outros ritmos, cantou, dançou, perdeu o ônibus e se virou… Visitou universidades, praias, caminhos e ruínas de civilizações, agora, com outro significado. Fez novas amizades e com elas dividiu a saudade. Enfrentou os estudos em outra língua, e a rotina de uma escola que não era a sua.
Viu de perto o medo da epidemia da gripe e vestiu a máscara, resistindo mais um pouco e por mais um tempo, do tempo que se propôs. Fotografou cada festa, cada encontro, cada viagem e suas paisagens. Deu zoom no olhar e fez jus ao que escreveu no Orkut: a vida está nos olhos de quem sabe ver. Pops.
Está chegando… Cumpriu o prazo!
Há um ano, aprendo com minha neta. Bem-vinda, Paola!
Gilka Coimbra - Palavras. É disso que somos feitos – de palavras. Palavras nos identificam e nos diferenciam, conduzem-nos e dispersam, levam-nos à paz e ao sofrimento, nem sempre tão explícita. Palavras são verdadeiras e enganosas, traiçoeiras e amorosas. Dialogam e discutem, ferem e sensibilizam. A palavra quer contato, porque quer ser arte. Gilka Pierry Coimbra é profissional da educação, tem alguns textos publicados em revistas eletrônicas e sites literários e alguns artigos acadêmicos em periódicos universitários.
Autora da COLUNA SCRIBOMANIA, atualizada quinzenalmente às segundas-feiras.
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Gilka,
Parabéns por mais um lindo texto por ti escrito. Teus textos revelam, além de um talento gigantesco com as palavras, uma alma absolutamente generosa. Abraços,
Marcelo
E enfim à casa ela retorna.
Bonita mensagem! Gostaria nessas horas de ser tua neta, filha ou quem sabe uma irmã.
Beijos
Marga
Gilka querida!
a frase”deu um zoom no olhar e fez jus ao que escreveu “, serve de gancho, pra te dizer que as segundas feiras , aguardo ” teu zoom” ,para me deliciar com teus textos. Que a Paola tenha um otimo retorno.
beijao
lala
Gilka,”a fruta não cai longe do pé!”
Feliz da Paola que tem esse pomar e feliz de mim que posso “tirar uma lasquinha” desse pomar!
bjs Sandra