do fundo
de mim
a voz
que se arrasta
trôpega
enche de letras
o silêncio
a tela fria
de um computador
nela me jogo
sem medo
da queda
ainda que
o coração
como liquidificador
bata
tudo separado
a voz
o silêncio
lá no fundo
fica tudo
liquidificado
sobre o computador
jogado
sobre a tela
sobre mim
sobre ela
fica tudo
esparramado.
Ulisses Borges - Geminiano, nasceu em Torres e é estudante de Letras. É poeta por instinto. Alguns de seus poemas já foram publicados em jornais e revistas (impressas e virtuais). É autor do blog "eu é um outro"
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O melhor de tudo é sem “medo da queda”..
liquidificar e esparramar atenua
qualquer impacto, mas a essência
continua. Ela é matéria-prima para
outros mergulhos na telinha!
Como você mesmo escreveu um dia, “não ter medo da queda é princípio básico para se atirar nas palavras”. Muito bacana o seu poema! Como sempre.