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| O PROCURADO é um filme de ação, daqueles em que se vibra no cinema por 2 horas, vai-se para casa e já está esquecido no dia seguinte. Isso não quer dizer que o filme seja ruim, e sim descartável. A história começa muito bem, contando de modo irônico a vida de Wesley Gibson (interpretado por James McAvoy, o único pilar de sustentação do filme), um legítimo fracassado. Quando a Fraternidade (uma sociedade secreta de tecelões, que reúne assassinos com o propósito de manter equilibrado o universo, na qual as vítimas são designadas através da interpretação de um código binário marcado em tecidos. HEIN?) surge na vida de Gibson, a bobagem começa… | ||
| O filme excede as barreiras do absurdo o tempo todo: com efeitos visuais descaradamente reciclados de MATRIX, piscinas de parafina que revigoram ferimentos e ossos quebrados em poucas horas, balas que são disparadas em curvas e carros Lada (sim, quem se lembra do Lada?) que fazem acrobacias aéreas dignas de causar inveja aos artistas do Cirque du Soleil, as leis da física, e não somente a inteligência do espectador, são superadas a cada cena de ação. De quebra, uma trama rala sobre vingança, cheia das famosas reviravoltas desnecessárias, que só servem para enterrar o único pingo de dignidade que restava ao roteiro. | ||
| Além de McAvoy (que despontou no filme O ÚLTIMO REI DA ESCÓCIA), o elenco conta com outros nomes conhecidos, mas isso não é suficiente para trazer alguma luz. Angelina “Caveira” Jolie (cada dia mais esquelética) é um mero enfeite, com a única função de fazer cara feia, dar tiros e meter porrada em tudo que se mexe a sua frente - nem sua pose de femme fatale convence mais. Morgan Freeman, ótimo ator, em mais uma participação duvidosa (vide sua desimportância nos dois últimos filmes do BATMAN e o fraco ANTES DE PARTIR) faz o papel do líder da organização de assassinos-tecelões. Fechando, Terence Stamp (famoso na pele de uma das drag-queens de PRISCILA, A RAINHA DO DESERTO) faz uma ponta totalmente desnecessária lá pelo final do filme. | ||
| Especialistas afirmam que o filme nada tem a ver com a HQ do qual o filme se baseia, portanto, para quem não gostar, a culpa é exclusiva da equipe do filme. Quer se divertir, assista, pois a ação é garantida - mas abra bem a sua mente para não sair indignado ou abismado no final da sessão - e também não espere mais do que isso. | ||
Mauricio Costa - É freak de computador, se aventura como DJ e é fã de cinema, séries e música, sobretudo a brasileira.
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