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	<title>Argumento.net &#187; FESTIVAL DE GRAMADO</title>
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	<description>CADA ARGUMENTO NO SEU GALHO</description>
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		<title>FESTIVAL DE GRAMADO: FIM DE FESTA</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 03:36:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo Kralik Angelini</dc:creator>
				<category><![CDATA[2009]]></category>
		<category><![CDATA[A canção de Baal]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Marcelo Brody e Paulo Ricardo Kralik Angelini, especial argumento.net em Gramado   Apesar das altas temperaturas registradas na serra gaúcha, a festa de premiação do 37º  Festival de Cinema de Gramado foi apenas morna. Foi sentida a ausência de artistas de repercussão nacional, dos consagrados e até mesmo daqueles com recente exposição na mídia. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;">Por <strong>Marcelo Brody</strong> e <strong>Paulo Ricardo Kralik Angelini</strong>, especial argumento.net em Gramado</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;">Apesar das altas temperaturas registradas na serra gaúcha, a festa de premiação do 37º<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>Festival de Cinema de Gramado foi apenas morna. Foi sentida a ausência de artistas de repercussão nacional, dos consagrados e até mesmo daqueles com recente exposição na mídia. A apresentação da entrega dos kikitos foi marcada pela &#8220;interferência&#8221; dos atores <strong>Rogério Beretta</strong> e <strong>Oscar Simch</strong>, que juntamente com <strong>Zé Vitor Castiel</strong>, mestre de cerimônias, protagonizam a peça gaúcha HOMENS DE PERTO, em cartaz há alguns anos. Essa mescla do apresentador com os dois artistas pareceu mais desconfortável do que propriamente engraçada; talvez pela regionalidade do espetáculo, talvez pela expectativa da premiação. <strong>Renata Boldrini</strong>, também mestre de cerimônias da noite, ficou um tanto deslocada do contexto promovido pelo trio, visivelmente constrangida em alguns momentos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">A premiação do longas-metragens nacionais trouxe alguma surpresa, ainda que favorável, já que largamente aplaudida pelo público presente. Isto porque CORUMBIARA foi o grande vencedor da noite, arrebatando os principais prêmios: melhor filme, melhor diretor para <strong>Vincent Carelli </strong>(compartilhado também com <strong>Paulo</strong> <strong>Nascimento</strong>, por EM TEU NOME), prêmio do júri popular, do júri de estudantes de cinema e melhor montagem para <strong>Mari Corrêa</strong>. Esta premiação veio desmitificar que um documentário não possa concorrer juntamente com filmes de ficção e que, apesar da sua especificidade, não possa cair no agrado do público. CORUMBIARA é um filme necessário de ser visto, pelo seu apelo humano e, principalmente, pelo seu caráter de denúncia e investigação. Tomara que os prêmios recebidos alavanquem a obra para uma exibição comercial. EM TEU NOME foi agraciado, além do de direção, com os kikitos de melhor ator para <strong>Leonardo </strong><strong>Machado </strong>(que fez uma importante lembrança: a volta de kikitos para atores coadjuvantes), melhor trilha sonora por <strong>André Tento</strong> e <strong>Renato Muller</strong> e o prêmio especial do júri. QUASE UM TANGO recebeu os prêmios de melhor atriz para <strong>Vivianne Pasmanter</strong> e melhor roteiro para <strong>Sérgio Silva</strong>. A CANÇÃO DE BAAL foi agraciado com o prêmio da crítica e de direção de arte para <strong>Fábio Delduque</strong>. <strong>Kátia Coelho</strong> arrebatou para CORPOS CELESTES o prêmio de melhor fotografia. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;">Na mostra estrangeira, poucas surpresas. O risco que se corre, quando se convida filmes já premiados em Festivais de grande importância, como Berlim, é a obviedade da premiação. Daí o júri tem dois caminhos: ou obedece a essa lógica, ou rompe com ela, partindo do pressuposto: já ganharam muito, deixemos para os outros. No Festival de Gramado, o caminho para os filmes estrangeiros foi o primeiro, e LA TETA ASUSTADA e GIGANTE dividiram praticamente a premiação. O desprestígio é não haver um único responsável para ao menos receber os kikitos, no caso da película colombiana. Também, diga-se, que enviar distribuidor não parece muito elegante.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;">Como em Berlim, LA TETA ASUSTADA passou a perna no rival uruguaio: melhor filme, melhor diretora para <strong>Claudia Llosa</strong>, melhor atriz (kikito esperado, para <strong>Magaly Solier</strong>) e prêmio especial do júri de estudantes de cinema. GIGANTE levou o prêmio da crítica, melhor roteiro e melhor ator (outra barbada, para <strong>Horacio</strong> <strong>Camandulle</strong>). Ambas as obras são fantásticas e merecem ser vistas em circuito comercial por um grande público. Como era previsto, LA PROXIMA ESTACIÓN levou um prêmio de consolação: especial do júri. Aliás, nenhum estrangeiro saiu sem um prêmio ao menos. Até mesmo o fraquíssimo NOCHEBUENA recebeu um: o de melhor ator, para <strong>Matías Maldonado</strong>, dividido com o uruguaio. Um prêmio político, pois a querida equipe colombiana esteve presente durante toda a semana em Gramado, super atuante e feliz por aqui estar. A nota triste é que LLUVIA tenha, com essa história toda, levado apenas dois prêmios: fotografia e júri popular. Se não fossem os dois grandes concorrentes multipremiados, o filme de <strong>Paula Hernández</strong> talvez tivesse mais sorte. Mereceria, pois é belíssimo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">A premiação dos curtas talvez seja uma das mais sensatas das últimas edições do festival. O mais curioso é que os quatro curtas participantes do segundo dia de exibição levaram praticamente tudo: onze prêmios, um fato muito interessante. Quem escolheu quarta-feira à tarde para espiar os competidores, fez acertada escolha. Apenas três prêmios vieram de outros dias. O grande vencedor da noite foi o ótimo TERESA: melhor filme, direção e montagem, justíssimas lembranças. O divertido JOSUÉ E O PÉ DE MACAXEIRA, única animação da mostra, recebeu três importantes prêmios: Música, direção de arte e júri popular. O TEU SORRISO recebeu o prêmio de melhor atriz, para <strong>Juliana Carneiro da Cunha</strong>, excelente como sempre, e o prêmio da crítica. Além disso, foi adquirido pelo Canal Brasil. OLHOS DE RESSACA recebeu o especial do júri e do júri de estudantes de cinema. O gaúcho A INVASÃO DO ALEGRETE deu a <strong>Miguel Ramos</strong> o prêmio – merecido, pois ele está impagável – de melhor ator, e também levou o de melhor roteiro. O simpático ERNESTO NO PAÍS DO FUTEBOL recebeu o de melhor fotografia.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;">Finda-se mais um Festival de Cinema de Gramado, em uma edição bastante atípica: a mostra nacional foi a mais fraca dos últimos anos, mas ao mesmo tempo a latina foi sensacional, assim como a boa safra dos curtas nacionais e gaúchos; público pequeno, auditório vazio, especialmente nas poltronas de identificação azul-clara, enquanto os veículos menores aglomeram-se em três míseras fileiras na sala de cinema; o medo da gripe A e a chuva, muita chuva, sucedida por dias lindos, finalizando com um calor de mais de 30 graus. O festival termina, a cobertura do argumento.net também, mas esperamos todos que esses filmes, especialmente os nacionais, consigam o mais difícil, como disse Vivianne Pasmanter, que é chegar às telas para o grande público fazer também seus próprios julgamentos. <span style="mso-spacerun: yes;">  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;"><span style="mso-spacerun: yes;"><strong>Argumento.net</strong><span style="font-family: &quot;Arial Narrow&quot;; color: black;"> é veículo oficialmente credenciado ao <a href="http://www.festivaldegramado.net/">37 º FESTIVAL DE CINEMA DE GRAMADO</a>. Acompanhe aqui, diariamente, tudo o que rola no evento cinematográfico da cidade serrana mais charmosa do país</span></span></span></span></p>
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		<title>OS MUITOS LADOS DAS ESTRELAS</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 16:38:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo Kralik Angelini</dc:creator>
				<category><![CDATA[2009]]></category>
		<category><![CDATA[CINEMA NACIONAL]]></category>
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		<description><![CDATA[POR QUE EU GOSTEI   Paulo Ricardo Kralik Angelini, especial argumento.net em Gramado    O último filme em exibição da mostra nacional competitiva foi CORPOS CELESTES, dirigido por Fernando Severo e Marcos Jorge. Severo, emocionado, lembrou Gramado que já havia ganho um prêmio na categoria Super8, e que, naquele momento, pensou que sua carreira de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;"><strong>POR QUE EU GOSTEI</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;"><strong>Paulo Ricardo Kralik Angelini</strong>, especial argumento.net em Gramado<span style="mso-spacerun: yes;">  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">O último filme em exibição da mostra nacional competitiva foi CORPOS CELESTES, dirigido por <strong>Fernando Severo</strong> e <strong>Marcos Jorge</strong>. Severo, emocionado, lembrou Gramado que já havia ganho um prêmio na categoria Super8, e que, naquele momento, pensou que sua carreira de cineasta iria deslanchar. Muito tempo depois, exatos 29 anos, apresentava a Gramado seu primeiro longa-metragem. Já Marcos Jorge vem com o nome em alta por conta de ESTÔMAGO, obra independente que caiu nas graças da crítica e faturou muitos prêmios pelos festivais do Brasil.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">Fez uma bonita homenagem a <strong>Antar Rohit</strong>, ator americano (e artista plástico) que faleceu precocemente e não chegou a ver a obra finalizada (o filme está pronto desde 2006, mas foi adiado por conta de ESTÔMAGO). O discurso de Jorge foi um dos mais poéticos, sem ser piegas, de todo o Festival.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">O que mais chama a atenção de CORPOS CELESTES é que ele seja um filme de baixo orçamento: o cuidado da produção é louvável.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">O prólogo da obra, os primeiros 40 minutos, é de uma beleza ímpar. Chiquinho (<strong>Rodrigo Cornelsen</strong>, ótimo, um verdadeiro achado da equipe) é um menino curioso, que vive em uma cidadezinha paranaense, a espiar um estranho norte-americano, Rick (<strong>Antar Rohit</strong>), dono da maior casa da região, que por sua vez espia as estrelas em um telescópio. A curiosidade de ambos pelos planetas faz com que se aproximem e travem uma convivência mal-vista pela comunidade. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">A química entre Cornelsen e Rohit é fantástica, e há cenas de uma poesia emocionante, como aquela em que Rick ensina, na prática e a partir da utilização de frutas e legumes, a disposição dos planetas no universo. Rick é um solitário, por algum motivo abandonou a família nos Estados Unidos e vive naquele lugar ermo; como as estrelas, que por vezes morrem, mas deixam seu rastro e seu brilho por mais tempo, anúncio de uma vida já apagada, com os dias contados. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">Os créditos de abertura só vêm quarenta minutos depois. Chiquinho já é professor de astronomia na Universidade. Apesar de <strong>Danton Vigh</strong> estar convincente em cena, a ausência de Cornelsen é uma pena. Deve ser por isso que os diretores colocam trechos do menino em flashback, técnica algumas vezes desnecessária, mas sempre comemorada pela magnética presença do pequeno. A entrada da bela <strong>Carolina Holanda</strong> no filme é o seu ponto mais fraco. A fim de compor o personagem do Francisco maduro como uma cópia similar do apagado Rick – há dinheiro e projeção profissional, não há afeto – o roteiro prevê que ele se envolva com uma mulher que ama a vida (exageradamente, a direção falha e Holanda é por demais careteira), mas que sobre as origens dela nada se saiba. É pouco convincente que uma desconhecida e espaçosa vá morar com alguém e não se sabe nem o sobrenome dessa pessoa. A situação piora quando entra em cena o filho de Rick (<strong>Jeff Beech</strong>, fraco), um personagem que não diz a que veio, a não ser o óbvio: vasculhar a infância de Chico.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;">É uma pena que um filme com um início tão promissor resvale em algumas passagens por demais melodramáticas ou pouco críveis. Apesar destes percalços, CORPOS CELESTES consegue manter um ritmo interessante e merece ser conferido. Em uma mostra nacional tão fraquinha como a deste ano, pode levar alguns kikitos.<span style="mso-spacerun: yes;">   </span><span style="mso-spacerun: yes;">   </span><span style="mso-spacerun: yes;">     </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;"><strong>POR QUE EU NÃO GOSTEI</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;"><strong>Marcelo Brody</strong> ,especial argumento.net em Gramado<span style="mso-spacerun: yes;">  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;"><strong>Ruy Guerra</strong> foi o agraciado da última noite da mostra competitiva, em que lhe foi entregue o Kikito de Cristal. Após a apresentação do cineasta pelos mestres de cerimônia, <strong>Renata Boldrini</strong> e <strong>Zé Vítor Castiel</strong>, Guerra subiu ao palco e emocionou a todos, se reportando a uma resposta, dada por Gabriel Garcia Marques, quando esse foi indagado por um jornalista para saber os motivos pelos quais ele escrevia. Parafraseando o escritor, </span><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">disse que fazia cinema para ser amado, apesar de ser um fascinante e doloroso ofício.<br />
Logo a seguir foi exibido o último longa-metragem desta edição do Festival, CORPOS CELESTES, de Marcos Jorge e Fernando Severo. A película é uma mescla de estilos: alegoria e realismo são as vertentes escolhidas pelos diretores na confecção desta obra. O prólogo, que é a parte mais bacana do filme, encanta a plateia a partir do magnetismo, carisma e excelente interpretação de Rodrigo Cornelsen, que vive Francisco em criança, mais adiante interpretado por Dalton Vigh. O lirismo da primeira parte do filme dá lugar a uma narrativa enfadonha, na qual personagens surgem sem maiores explicações, como no caso da namorada do protagonista, Carolina Holanda, que além de ter surgido do nada, não cumpre uma função relevante na película. O filho do americano que cometeu suicídio no início do filme surge também através de uma forma muito forçada. Se ele sabia da existência de Francisco, como amigo de seu pai, como pode ter ficado surpreso quando o protagonista lhe disse que seu pai havia cometido suicídio? CORPOS CELESTES apresenta um roteiro que utiliza a narrativa dos personagens em diálogos absolutamente forçados para dar entendimento do enredo ao público: como na passagem entre Diana e o filho do americano no táxi e na conversa entre o irmão mais velho e Francisco na borracharia, quando o mesmo retorna a cidade. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">Desta forma, infelizmente, fica empobrecida a história com a utilização desses recursos retóricos, uma vez que uma imagem vale mais do que mil palavras. Encerra-se mais um Festival sem maiores surpresas, principalmente na mostra nacional, alternando-se documentários e ficção que possivelmente vão dividir os desejados kikitos, uma vez que não houve nenhuma obra vista sem alguma ressalva. Já a mostra competitiva das produções estrangeiras trouxe alguns títulos bastante impactantes, para a felicidade do público presente. Fica a certeza de que o cinema nacional ainda busca a sua identidade, e o Festival cumpriu o seu papel ao trazer esta diversidade de produções e estilos, cabendo ao espectador fazer as suas escolhas e a sua crítica.</span></p>
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		<title>GIGANTE, PERO DULCE</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 16:11:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo Kralik Angelini</dc:creator>
				<category><![CDATA[2009]]></category>
		<category><![CDATA[CINEMA LATINO]]></category>
		<category><![CDATA[Adrián Biniez]]></category>
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		<description><![CDATA[Um calor senegalês na chique serra gaúcha. Ainda assim, algumas senhorinhas desfilaram com seu casaco de pele, afinal, “na sombra tá friozinho&#8230;”. Então tá. Gramado está com muito mais turistas pelas ruas. Uma grande movimentação ali na esquina&#8230; quem serão os astros do cinema? Humm&#8230; Max e Flávio do Big Brother. Ok, ok. Mas gostei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;"><span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Um</span><span style="mso-bidi-font-weight: bold;"> calor senegalês na chique serra gaúcha. Ainda assim, algumas senhorinhas desfilaram com seu casaco de pele, afinal, “na sombra tá friozinho&#8230;”. Então tá. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;"><span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Gramado</span><span style="mso-bidi-font-weight: bold;"> está com muito mais turistas pelas ruas. Uma grande movimentação ali na esquina&#8230; quem serão os astros do cinema? Humm&#8230; Max e Flávio do Big Brother. Ok, ok. Mas gostei do Max: o cara tem um milhão e vem para o meio da multidão, na boa. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;"><span style="mso-bidi-font-weight: bold;">Enfim</span><span style="mso-bidi-font-weight: bold;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;"><span style="mso-bidi-font-weight: bold;">É de Festival que se quer falar. Último dia da mostra competitiva. Último filme estrangeiro, e é uma despedida em grande estilo. Literalmente, GIGANTE, filme uruguaio do jovem diretor argentino </span><strong>Adrián Biniez</strong> (o cara tem trinta e poucos anos),<span style="mso-bidi-font-weight: bold;"> ven</span>cedor de três importantes prêmios no último Festival de Berlim (Grande Prêmio do Júri, Prêmio Especial Alfred Bauer e Melhor primeira produção).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">Jara é segurança de um supermercado. Passa seus dias sem muito o que fazer: no trabalho, espiando as imagens vindas das câmeras de vigilância e tomando seu mate; em casa, jogando playstation com o sobrinho, já que ainda mora ainda com a mãe e a irmã. Seus dias entediantes ganham um pouco de cor quando ele descobre uma atrapalhada funcionária da limpeza. O interesse ganha ares de obsessão, e o segurança começa a perseguir todos os seus passos, eliminando, com algum humor negro, alguns oponentes que aparecem pelo caminho. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">É quase o amor da bela e da fera, mas em versão menos glamorosa: nem a bela é tão bela, já que é solitária e passa seus momentos de lazer em uma <em>lan house</em>, batendo papo na internet à procura de um relacionamento; e nem a fera é tão fera, pois todos o veem como um bom coração. Ambos nada têm aparentemente em comum, a não ser a solidão e o gosto por rock pesado. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">Há cenas divertidas, por conta da falta de jeito do segurança em cortejar a moça. O filme é propositadamente lento, compactado a partir de silêncios, vazios, pois destaca o ritmo monótono daquelas vidas sem rumo, lembrando bons filmes americanos independentes que trataram de personagens similares, como GARÇONETE e POR UM SENTIDO NA VIDA (THE GOOD GIRL). É uma obra crua, com muitos planos abertos, o que acentua a pequenez dos personagens, mesmo que gigantes. Gigante mesmo é <strong>Horacio Camandulle</strong>, excepcional ao conseguir transmitir, concomitantemente, doçura e sisudez em um papel que poderia tornar-se tragicamente caricato. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">Uma boa sacada do filme é que Julia, a moça da limpeza, é praticamente uma desconhecida para o público, que a vai descobrindo juntamente com o protagonista. Só ouvimos sua voz na última cena que, coincidentemente, remete ao final do também ótimo LA TETA ASUSTADA. Esses dois latinos, aliás, fizeram bonito na Alemanha, e devem arrebanhar alguns bons kikitos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-spacerun: yes;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">  </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;"> </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>CURTAS GAÚCHOS</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 21:11:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo Kralik Angelini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[CINEMA NACIONAL]]></category>
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		<description><![CDATA[Quinta-feira. A manhã de Gramado amanheceu ensolarada. Muitas pessoas fazendo jogging e exercitando-se, depois de dias tão nebulosos. Muitas outras também decidem sair da cama mais cedo e acompanhar a sempre concorrida mostra de curtas gaúchos. A sala do Centro Municipal de Cultura, dez da manhã, não estava completamente lotado, mas com um público infinitamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;">Quinta-feira. A manhã de Gramado amanheceu ensolarada. Muitas pessoas fazendo jogging e exercitando-se, depois de dias tão nebulosos. Muitas outras também decidem sair da cama mais cedo e acompanhar a sempre concorrida mostra de curtas gaúchos. A sala do Centro Municipal de Cultura, dez da manhã, não estava completamente lotado, mas com um público infinitamente superior à maioria das sessões vespertinas fora de competição no Palácio dos Festivais. Sete filmes em exibição pela manhã, e mais oito pela tarde. O balanço final é animador: fazia tempo que eu não assistia a uma mostra gaúcha com tanta qualidade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">DE VOLTA AO QUARTO 666, de <strong>Gustavo Spolidoro</strong>, é um bom começo, pois o curta é a própria homenagem ao cinema. Em 1982, <strong>Wim Wenders</strong> perguntou, em QUARTO 666, qual seria o futuro do cinema. Um dos entrevistados foi <strong>Michelangelo Antonioni</strong>. Quase 25 anos depois, Spolidoro coloca Wenders na frente da câmera para que ele questione suas próprias indagações. A boa sacada do filme, com bela edição, é a fusão de imagens em tempos distintos (o já falecido Antonioni surge e emociona Wenders), tão bem realizada que é quase como se todos partilhassem esse mesmo espaço. E de fato partilham.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">DO MESMO LADO DO MURO, de <strong>Bruno Carvalho</strong>, traz <strong>Pedro Tergolina</strong>, o menino do multipremiado DONA CRISTINA PERDEU A MEMÓRIA, como um adolescente típico da geração atual: pouquíssima motivação e nervos à flor da pele. Uma namorada mais-ou-menos, dezenas de cartazes de sua banda a serem colados, mas nenhum muro serve&#8230; Situações opacas, uma vida sem cor e um personagem daltônico. Com boa atuação do elenco juvenil, o curta possui um competente trabalho de câmera e tem um final bastante interessante, quando o microcosmo vence o macro: é no quarto que o adolescente de fato é dono do terreno. E só lá.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;">ENCICLOPÉDIA, de <strong>Bruno Gularte Barreto</strong>, conta com o pequeno prodígio <strong>Eduardo Sandagorda</strong>, já premiado por trabalhos na televisão, como um menino apaixonado por livros de enciclopédia. Seus sentimentos são traduzidos por verbetes, sempre à mão para socorrer seus dramas de infância. Todos sabem como é difícil dirigir crianças, e os pequenos que aqui aparecem fazem trabalho de gente grande. É um filme doce, querido, muito por conta de Eduardo, <strong>Amanda Urnau</strong> e <strong>Luíza Mor</strong>. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;">JOGO DO OSSO, de <strong>Henrique de Freitas Lima</strong>, faz parte de um projeto urgente de trazer às telas do cinema os ótimos causos de Blau Nunes, de <strong>Simões Lopes Neto</strong>. Contando com um bom elenco, encabeçado por Evandro Soldatelli, Tiago Real e Renata de Lélis, o curta tem uma megaprodução, realizada em São Gabriel. Porém, há qualquer coisa que não funciona como deveria: algumas cenas são bastante artificiais, a presença do narrador por vezes se perde e aparece desnecessária. A despeito do talento dos envolvidos, o resultado é uma obra que deve ser divulgada nas escolas, mas enquanto cinema deixa um pouquinho a desejar.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;">PALAVRA ROUBADA, de <strong>Mirela Kruel</strong>, é um poético ensaio sobre o amor. <strong>Marcelo Adams</strong> e <strong>Rodrigo Fiatt</strong> decidem roubar a maleta de um velhinho, e descobrem que o conteúdo é apenas valioso para ele mesmo. Há ótimos enquadramentos, uma bela fotografia e uma sacada que remete a LOST IN TRANSLATION: na revelação do segredo do filme, a palavra é roubada pelo barulho de um trem que cruza a tela. Aliás, definitivamente o Trensurb entrou como cenário dos curtas gaúchos, tendo aparecido em três ou quatro produções.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">QUIROPTEROFOBIA, de <strong>Fernando Mantelli</strong>, entrou com o aval de participar da mostra nacional, o que sempre garante uma espécie de nariz torcido da concorrência, já que os outros foram preteridos da mesma. Enfim, o filme de Mantelli nada tem a ver com isso e consegue trazer um suspense e um clima de terror competentíssimos. A bela iluminação e a trilha de 4Nazzo, além da atuação espetacular de <strong>Nelson Diniz</strong>, garantem claustrofóbicos momentos na história de um casal e um taxista que se veem sequestrados por um estranho adorador de sangue. A nota bacana é que o roteirista, <strong>Tiago Rezende</strong>, é ex-aluno do Colégio João XXIII e participou do projeto que há na escola de produção amadora de curtas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;">Outro que também participou da mostra nacional foi A INVASÃO DO ALEGRETE, uma brincadeira despretensiosa que caiu no gosto da plateia da mostra nacional e, é claro, provocou ainda mais gargalhadas e aplausos na exibição da competição gaúcha. Um telefonema anônimo para um médico de Alegrete avisa de uma suposta invasão da vizinha e rival Uruguaiana. Em tom farsesco, com cenário fake e recheado de piadas e referências gaudérias, o filme de <strong>Diego Müller</strong> tem um bom ritmo e consegue arrancar muitas risadas do público. É um pouco ingênuo, mas talvez a intenção seja realmente essa. Destaque para o grupo de atores, em especial <strong>Miguel Ramos</strong>.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;">AOS PÉS, de<strong> Zeca Brito</strong>, conta a história a partir de um ponto de vista inusitado: os pés. <strong>Carla Cassapo</strong> e <strong>Leonardo Machado</strong> emprestam seus pés, canelas e vozes a um casal que se encontra e tem “one night stand”, e o resultado é um bom filme.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;">FOGO, de<strong> Hique Montanari</strong>, é um exercício de linguagem com belíssimo visual. Cada quadro da fotografia em preto e branco de <strong>Juarez Pavelak</strong> é de um apuro técnico impressionante. O elenco de gaúchos notáveis –<strong> Irene Brietzke</strong>, <strong>Nelson Diniz</strong> (só dá ele neste ano),<strong> Liane Venturella</strong>, <strong>Sandra Possani</strong>, <strong>Naiara Harry</strong>, entre outros – improvisou e inventou uma língua, incompreensível, assim como o roteiro. Entretanto, ainda que hermético, o ótimo trabalho estético merece ser conferido.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">GROELÂNDIA, de <strong>Rafael Figueiredo</strong>, trata da incomunicabilidade entre mãe e filho, em tempos distintos. <strong>Liane Venturella</strong> brilha, e seu rosto angelical nunca esteve tão perverso. Contudo, a tarimbada atriz tem como apoio dois atores iniciantes muito competentes, especialmente o menino mais novo. O elenco atua com uma naturalidade pungente, e o público vê-se testemunha próxima dos conflitos familiares. O excelente roteiro de <strong>Cristina Gomes</strong> (a última cena é inspiradíssima), a boa edição de<strong> Fabio Lobanowsky</strong> fazem de GROELÂNDIA um dos mais belos curtas desta safra gaúcha. Talvez merecesse um espaço na mostra nacional.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;">Outro que merecia um espaço na competição oficial é MAPA-MÚNDI, de <strong>Pedro Zimmermann</strong>. O capricho da produção, que conta com uma dupla de atores bem conhecidos nacionalmente, <strong>Walmor Chagas</strong> e o sumido <strong>André Mauro</strong>, é notável. A fotografia, a trilha sonora e os efeitos visuais são de primeira categoria. Walmor reina absoluto, interpretando um velho que mora isoladamente em algum canto não habitado no interior do Rio Grande do Sul, e de lá não consegue partir. É um trabalho terno, uma história saborosa que foi extremamente aplaudido.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;">LIVROS NO QUINTAL, de <strong>Vinicius Cruxen</strong>, é livremente inspirado na música homônima de <strong>Vítor Ramil</strong>. Uma mulher debate-se com seus conflitos. Outro exercício de linguagem, visualmente interessante, mas que não chega a decolar. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;">Outro ponto positivo são as produções do pessoal recém saído da universidade: a PUC apresentou dois excelentes trabalhos, MARESIA, de <strong>Christian Schneider</strong> e<strong> Natália Piva Chim</strong>, e </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;">SEGURA NA MÃO DE DEUS, de <strong>Elisa Slim</strong>. O primeiro é uma bonita obra em preto e branco sobre uma bailarina que é violentada, contando com a expressividade de <strong>Patrícia Soso</strong>. O outro é uma comédia, com um argumento que não é creditado, mas que inegavelmente remete a Intermitências da morte, de <strong>José Saramago</strong>. Numa cidade, uma fanática por velórios vê-se em dificuldade quando ninguém mais morre.<strong> Deborah Finocchiaro</strong>, já se sabe, tem o timing perfeito para a comédia, e brilha. O problema do curta é que, do meio para o fim, ele se perde, e as cenas finais apelam para o escatológico e para o humor mais fácil. Da Unisinos veio SOBRE UM DIA QUALQUER, dirigido pelo jovem e tímido <strong>Leonardo Remor</strong> (que quase não conseguiu falar na apresentação da obra), tem como grande destaque a ótima <strong>Sissi Venturin</strong>, como uma mulher que decide transformar a sua vida.<span style="mso-spacerun: yes;">  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-spacerun: yes;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-spacerun: yes;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;">Sexta-feira. Quase 30 graus em Gramado. Após o tornado <strong>Xuxa</strong>, a cidade agora recebe suas patricinhas e mauricinhos de plantão, gente ávida por ver e ser vista. Fica mais difícil transitar pela cidade serrana. Ontem à noite, foram escolhidos os melhores filmes gaúchos, o troféu Assembleia Legislativa. Lamentei que GROELÂNDIA tenha saído de mãos vazias. O melhor filme foi DE VOLTA AO QUARTO 666, de Gustavo Spolidoro. Quem mais carregou peso foi a equipe de SOBRE UM DIA QUALQUER, que levou 6: diretor, atriz para Sissi Venturin, montagem, direção de arte e fotografia. Acho que FOGO merecia algum prêmio técnico. O prêmio de melhor ator foi para o ótimo Nelson Diniz, por QUIROPTEROFOBIA, que disse ter vencido pelo conjunto da obra: ele estava em outros dois curtas, FOGO e A INVASÃO DO ALEGRETE. Querido do público, este último levou apenas o de roteiro. O de produção executiva foi merecido: MAPA-MÚNDI. E JOGO DO OSSO (música) e LIVROS NO QUINTAL (edição de som) completaram a premiação. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span><span style="mso-spacerun: yes;">  </span><span style="mso-spacerun: yes;">  </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></span></p>
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		<title>DE AMORES, FUTEBOL E TELEMARKETING</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 20:19:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo Kralik Angelini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A última tarde da mostra de curtas em competição nacional foi mais fraca do que as duas anteriores. O TROCO, de André Rolim, aposta na comédia fácil. Um casal decide vingar-se de uma operadora de telemarketing, fazendo-a esperar por longos minutos. Com interpretação exagerada dos atores, o roteiro é um tanto óbvio e o curta, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">A última tarde da mostra de curtas em competição nacional foi mais fraca do que as duas anteriores. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">O TROCO, de <strong>André Rolim</strong>, aposta na comédia fácil. Um casal decide vingar-se de uma operadora de telemarketing, fazendo-a esperar por longos minutos. Com interpretação exagerada dos atores, o roteiro é um tanto óbvio e o curta, apesar de grande apelo popular, não engrena.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;">NÃO ME DEIXE EM CASA, de <strong>Daniel Aragão</strong>, conta a história de um amor adolescente em preto e branco. Apesar de um requinte técnico, com a bela fotografia em preto e branco, a obra se perde em um roteiro confuso, entremeado por capítulos nominados, muitos deles com frases clichês do tipo “Quem ama se isola das crueldades da vida”. O curta também foi prejudicado pela projeção no Palácio, pois o som não estava bom, e alguns diálogos soavam incompreensíveis.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;">OLHOS DE RESSACA, de<strong> Petra Costa</strong>, traz um casalzinho com mais de sessentas anos de união estável. A fotografia de <strong>Eryk Rocha,</strong> filho de Glauber, tenta desvendar o lado não óbvio dos dois. O problema é que, apesar de ser uma bonita história de amor, o curta não chega a empolgar, por conta da especificidade da matéria documental, que interessa mais aos conhecidos do casal do que ao público em geral.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;">O último filme em exibição foi ERNESTO NO PAÍS DO FUTEBOL, de André Queiroz e Thaís Bologna. Um menino argentino – excelente atuação –, fanático por Maradona, enfrenta a arrogância típica brasileira no que se refere a futebol. As crianças duelam guerras futebolísticas, e tudo pode piorar quando há um grande confronto Brasil X Argentina. Bem produzido, o curta é querido, mas poderia ser genial. Há qualquer coisa que fica pelo caminho. Contudo, há uma cena no meio dos créditos que é impagável. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></span></p>
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		<title>DITADURA COM SOTAQUE GAÚCHO</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 19:14:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Argumento</dc:creator>
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		<description><![CDATA[  EM TEU NOME, com direção de Paulo Nascimento, foi o quinto concorrente a melhor longa-metragem nacional, apresentado no Festival de Cinema de Gramado. O filme conta a história de Boni, Leonardo Machado, que deixa os bancos acadêmicos e resolve entrar para a luta armada. A narrativa é uma adaptação de uma história verídica de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: &quot;Arial Narrow&quot;; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: &quot;Arial Narrow&quot;; color: black;">EM TEU NOME</span><span style="font-family: &quot;Arial Narrow&quot;; color: black;">, com direção de <strong>Paulo Nascimento</strong>, foi o quinto concorrente a melhor longa-metragem nacional, apresentado no Festival de Cinema de Gramado. O filme conta a história de Boni, <strong>Leonardo Machado</strong>, que deixa os bancos acadêmicos e resolve entrar para a luta armada. A narrativa é uma adaptação de uma história verídica de <strong>João Carlos Bona Garcia</strong>, que inclusive lança um pequeno depoimento, juntamente com sua esposa, ao final do filme. Destaca-se no elenco a participação de <strong>Sílvia Buarque</strong>, muito convincente no papel de Lenora, jovem torturada e posteriormente exilada, que sucumbiu no exílio pelos maus tratos e humilhações sofridas na prisão. Apesar de ser um tema já bastante explorado pelo cinema nacional, EM TEU NOME se mostra uma obra competente, com uma boa direção de atores e um roteiro, embora linear, muito bem construído. Ainda que a narrativa se passe na década de 60 e 70, o diretor optou por fazer uma licença poética e temporal incluindo <strong>Vitor Ramil</strong>, em uma das cenas iniciais do filme, cantando, de sua autoria, <em>Deixando o pago</em>, canção que também marca o retorno do protagonista ao pampa no final da narrativa. Questões como o exílio, o sentimento de saudade, a reflexão sobre os atos dos guerrilheiros contrários ao regime são alguns dos temas abordados ao longo da película. O sotaque e a assinatura gaúcha do filme traz, de algum modo, o imaginário um pouco ufanista dos pampas, algo inerente a nossa cultura. A película, apesar de competente, deixa um gosto de <em>dèjá vu</em> ao espectador, talvez por não ter apresentado nada de inovador acerca de uma temática já bastante explorada e conhecida pelo público.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: &quot;Arial Narrow&quot;; color: black;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="font-family: &quot;Arial Narrow&quot;; color: black;">Argumento.net</span></strong><span style="font-family: &quot;Arial Narrow&quot;; color: black;"> é veículo oficialmente credenciado ao <a href="http://www.festivaldegramado.net/">37 º FESTIVAL DE CINEMA DE GRAMADO</a>. Acompanhe aqui, diariamente, tudo o que rola no evento cinematográfico da cidade serrana mais charmosa do país.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;"> </span></p>
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		<title>SOLIDÃO PORTENHA</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 18:57:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo Kralik Angelini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paulo Ricardo Kralik Angelini, especial argumento.net em Gramado.   Em noite de Rainha dos baixinhos, ainda há espaço para o cinema. Para o bom cinema. A simbologia da tempestade intermitente, do mau tempo, do dilúvio que vem para lavar tudo pode ser manjada, mas o encontro casual de dois solitários em Buenos Aires rende um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;"><strong>Paulo Ricardo Kralik Angelini</strong>, especial argumento.net em Gramado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">Em noite de Rainha dos baixinhos, ainda há espaço para o cinema. Para o bom cinema.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">A simbologia da tempestade intermitente, do mau tempo, do dilúvio que vem para lavar tudo pode ser manjada, mas o encontro casual de dois solitários em Buenos Aires rende um belíssimo filme nas mãos de <strong>Paula Hernández</strong>, diretora e roteirista de LLUVIA, quarto concorrente estrangeiro do Festival de Gramado. <strong>Valeria Bertuccelli</strong> é Alma, uma jornalista que não tem mais casa. <strong>Ernesto Alterio</strong> é Roberto, um engenheiro que não sabe o que fazer com um apartamento. Ela, um dia, sentiu-se uma estrangeira dentro de sua casa. Inventou uma viagem como desculpa para encher o seu carro com seus pertences, abandonar o companheiro de nove anos e partir para lugar nenhum. Ele, espanhol, vem com urgência para acompanhar os últimos dias de seu pai, um quase desconhecido, em estado terminal. Alma estaciona nas ruas de Buenos Aires, e lá dentro cria um novo mundo provisório. Roberto, depois do velório, deve se livrar do apartamento e dos pertences do pai. A chuva insistente, o trânsito interrompido&#8230; a porta do carro de Alma se abre, e Roberto entra.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">Contemplativo, com uma trilha sonora belíssima, LLUVIA fala das pequenas coisas que perdemos pelo caminho: referências de infância, sonhos da adolescência, o sentido de nossas escolhas. Esses dois personagens molhados duelam-se, por vezes silenciosamente, em busca de algo nem sempre tangível. Não há uma paixão avassaladora, como seria previsível em duas pessoas carentes. Há trocas de olhares, de tristezas, de algum afeto. Com atuação primorosa da dupla central (Bertuccelli chega a lembrar uma <strong>Juliette Binoche</strong> portenha) e com um roteiro em que cada palavra possui um sabor especial, o filme de Hernandéz, como aliás boa parte do sempre competente cinema argentino, consegue emocionar por seu jeito simples e terno.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">Além dos atores, que podem receber alguma premiação, a produção técnica do filme é muito boa, com destaque para a fotografia<em> molhada</em>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;"><strong>Argumento.net</strong> é veículo oficialmente credenciado ao <a href="http://www.festivaldegramado.net">37 º FESTIVAL DE CINEMA DE GRAMADO</a>. Acompanhe aqui, diariamente, tudo o que rola no evento cinematográfico da cidade serrana mais charmosa do país.</span></span></p>
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		<title>O AMOR, O DESAMOR E OUTRAS BATALHAS MÁGICAS</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 16:17:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo Kralik Angelini</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paulo Ricardo Kralik Angelini, especial argumento.net em Gramado.   A segunda rodada da mostra de curtas do Festival de Gramado apresentou, logo de entrada, um filme que prometia: O TEU SORRISO, de Pedro Freire, com um elenco de respeito: Paulo José e Juliana Carneiro da Cunha. A câmera é cúmplice da dupla, e invade esses [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;"><strong>Paulo Ricardo Kralik Angelini</strong>, especial argumento.net em Gramado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">A segunda rodada da mostra de curtas do Festival de Gramado apresentou, logo de entrada, um filme que prometia: O TEU SORRISO, de <strong>Pedro Freire</strong>, com um elenco de respeito: <strong>Paulo José</strong> e <strong>Juliana Carneiro da Cunha</strong>. A câmera é cúmplice da dupla, e invade esses momentos de deleite, na cama e na cozinha, aproveitados pelo casal apaixonado. Ainda que possua uma bela fotografia e conte com o carisma dos atores, O TEU SORRISO não chega a empolgar ou emocionar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">O segundo curta do dia foi o gaúcho A INVASÃO DO ALEGRETE, uma brincadeira despretensiosa que caiu no gosto, é claro, da plateia gramadense. Um telefonema anônimo para um médico de Alegrete avisa de uma suposta invasão da vizinha e rival Uruguaiana. Em tom farsesco, com cenário<em> fake</em> e recheado de piadas e referências gaudérias, o filme de <strong>Diego Müller</strong> tem um bom ritmo e consegue arrancar muitas risadas do público. É um pouco ingênuo, mas talvez a intenção seja realmente essa. Destaque para o grupo de atores, em especial <strong>Miguel Ramos</strong>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">TERESA, da dupla <strong>Paula Szutan</strong> e <strong>Renata Terra</strong>, possui um apuro visual fantástico. Percebe-se um cuidado em cada tomada, muitas delas apoiadas em filtros, que deixam o filme esteticamente muito bonito. Porém, não é apenas a técnica que é caprichada: o roteiro e as atuações igualmente são deliciosos. Apoiada no exuberante trabalho de <strong>Sabrina Greve</strong>, que faz a personagem título, TERESA é uma obra contemplativa, ao reunir duas personagens e suas perdas: uma jovem que chega a São Paulo com o sonho de firmar uma vida a dois, e a dona de uma lanchonete (<strong>Mari Nogueira</strong>, em bela atuação), mulher que preenche no trabalho os seus próprios vazios. Um excelente filme.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;">Finalmente, a única animação da mostra é JOSUÉ E O PÉ DE MACAXEIRA, de <strong>Diogo Viegas</strong>, uma releitura da fábula João e o pé de feijão. Com um traço estilizado, remetendo à literatura de cordel, e com uma fantástica trilha sonora, JOSUÉ é uma obra primorosa, uma verdadeira joia rara da nossa animação. Destaque para a inteligência do roteiro, substituindo com louvor traços da fábula original por elementos do folclore nordestino.<span style="mso-spacerun: yes;">   </span><span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">
<div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="mso-spacerun: yes;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">   </span></span></p>
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<div><span style="mso-spacerun: yes;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;"></p>
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<p><span style="mso-spacerun: yes;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong><span style="color: black;">Argumento.net</span></strong><span style="color: black;"> é veículo oficialmente credenciado ao <a href="http://www.festivaldegramado.net/">37 º FESTIVAL DE CINEMA DE GRAMADO</a>. Acompanhe aqui, diariamente, tudo o que rola no evento cinematográfico da cidade serrana mais charmosa do país.</span></p>
<div><span style="mso-spacerun: yes;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;"></p>
<div><span style="mso-spacerun: yes;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;"> </span></span></div>
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<p><span style="mso-spacerun: yes;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;"><span style="mso-spacerun: yes;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;"> </p>
<p></span></span></span></span></span> </p>
<p></span></span> </p>
<p></span> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
</div>
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		<title>RETRATO DE UM BRASIL OCULTO</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 16:09:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Argumento</dc:creator>
				<category><![CDATA[2009]]></category>
		<category><![CDATA[CINEMA NACIONAL]]></category>
		<category><![CDATA[antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Corumbiara]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Abelin]]></category>
		<category><![CDATA[indio]]></category>
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		<category><![CDATA[Vincent Carelli]]></category>
		<category><![CDATA[Walter Lima Jr.]]></category>

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		<description><![CDATA[  A quarta noite do Festival de Cinema de Gramado teve inicio com a premiação de Walter Lima Jr, recebendo o troféu Eduardo Abelin. Com um discurso breve, mas absolutamente emocionado, Lima Jr iniciou dizendo que havia preparado um discurso e, após uma pausa, já com lágrimas nos olhos, falou que é do tipo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">A quarta noite do Festival de Cinema de Gramado teve inicio com a premiação de <strong>Walter Lima Jr</strong>, recebendo o troféu Eduardo Abelin. Com um discurso breve, mas absolutamente emocionado, Lima Jr iniciou dizendo que havia preparado um discurso e, após uma pausa, já com lágrimas nos olhos, falou que é do tipo de caras que se emocionam, o que levou a plateia a aplaudi-lo pela sua transparência afetiva. Após recuperar-se da forte emoção, comentou que há muito esperava receber tão honroso prêmio e que, por coincidência, foi através de <strong>Eduardo Abelin</strong> que, apesar de gaúcho, mas tendo se radicado em Niterói, cidade natal do homenageado, viu pela primeira vez um filme colorido nacional, além de outros tantos de Chaplin e O gordo e o magro em exibições públicas realizadas por Abelin.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;">Logo a seguir foi apresentado o quarto concorrente da mostra de longa-metragem nacional, o documentário CORUMBIARA, de <strong>Vincent Carelli</strong>. O diretor, também muito econômico em suas palavras, disse que esse documentário não recebeu nenhum patrocínio para ser realizado. Finalizou o seu <em>speach</em> dizendo que espera que sua obra sirva de reflexão dos outros tantos massacres que ocorrem neste Brasil oculto.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow;">Apesar de se tratar de um documentário absolutamente tradicional enquanto aspecto formal, no qual o diretor narra as cenas em primeira pessoa, em razão da contundência e força do seu conteúdo, CORUMBIARA é uma obra imprescindível e necessária de ser vista. Investigação e denúncia são os elementos mais preponderantes da narrativa. O diretor, juntamente com o indigenista <strong>Marcelo Santos</strong> buscaram provar o massacre e a dizimação dos índios da gleba Corumbiara. Um dos momentos mais impressionantes do filme é quando, em expedição na mata, procurando elementos que provassem a existência das tribos indígenas através da busca de equipamentos e utensílios dos silvícolas, a equipe encontra dois índios sobreviventes dos massacres. Com muitas dificuldades de travar uma comunicação, foi<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>tentado de todas as formas mostrar aos índios que eles estavam em missão de paz. O documentário, que foi tecido ao longo de vinte anos, de 1986 a 2006, acompanhou a trajetória dos índios encontrados e tentou provar o massacre dessa tribo indígena. Entretanto, para frustração de todos os que acompanharam este esforço, não houve nenhuma prisão daqueles que deveriam ser punidos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;">CORUMBIARA é, antes de mais nada, uma lição de altruísmo e coragem dos seus realizadores. Na busca de um mundo mais justo diante de tantas desigualdades, esses índios são impedidos de permanecer em suas terras em detrimento da perpetuação da ideologia devastadora dos colonizadores do nosso país.</span></p>
<div><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;"></span></div>
<p><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong><span style="color: black;">Argumento.net</span></strong><span style="color: black;"> é veículo oficialmente credenciado ao <a href="http://www.festivaldegramado.net/">37 º FESTIVAL DE CINEMA DE GRAMADO</a>. Acompanhe aqui, diariamente, tudo o que rola no evento cinematográfico da cidade serrana mais charmosa do país.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
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		<title>NADABUENA</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 15:20:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Ricardo Kralik Angelini</dc:creator>
				<category><![CDATA[2009]]></category>
		<category><![CDATA[CINEMA LATINO]]></category>
		<category><![CDATA[Colômbia]]></category>
		<category><![CDATA[Consuelo Moure]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Camila Loboguerrero]]></category>
		<category><![CDATA[Nochebuena]]></category>

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		<description><![CDATA[Paulo Ricardo Kralik Angelini, especial argumento.net em Gramado.    Aquela simpática senhorinha, sempre sorrisos, tão pequenina, depois se soube, é a diretora Maria Camila Loboguerrero, do longa NOCHEBUENA, terceiro estrangeiro em competição em Gramado. Empolgada, subiu ao palco do Palácio dos Festivais louvando o fato de mulheres diretoras darem as caras neste 37º Festival: são [...]]]></description>
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<p><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;"><span style="font-family: Arial Narrow; font-size: small;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span><strong>Paulo Ricardo Kralik Angelini</strong>, especial argumento.net em Gramado.</span><span style="color: black;"><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: &quot;Arial Narrow&quot;; color: black;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: &quot;Arial Narrow&quot;; color: black;">Aquela simpática senhorinha, sempre sorrisos, tão pequenina, depois se soube, é a diretora <strong>Maria Camila</strong> <strong>Loboguerrero</strong>, do longa NOCHEBUENA, terceiro estrangeiro em competição em Gramado. Empolgada, subiu ao palco do Palácio dos Festivais louvando o fato de mulheres diretoras darem as caras neste 37º Festival: são quatro, apenas contando os longas em competição. Só por essa alegria já se torcia para que a comédia de humor negro colombiana fosse um divertido programa no início da noite desta quarta-feira. Pena. Não há nada mais constrangedor do que uma comédia sem timing. NOCHEBUENA é uma sucessão de erros. Ainda que a linha farsesca seja uma das diretrizes da obra, a história de uma família em meio à crise é artificial e entediante. Na véspera de Natal, uma chique proprietária rural (<strong>Consuelo Moure</strong>, o melhor do filme) enfrenta traições em família (o filho mais novo tem um caso com a esposa do mais velho), um problema financeiro (com ingênuas e nada críveis situações) e um desarranjo em sua tubulação sanitária (fato que é trazido como metáfora óbvia, mas que acaba se dispersando – e inexplicavelmente sumindo – da narrativa). Por conta desse clima de farsa, a atuação dos atores é exagerada e canastríssima, relacionando-se com o caricato e com o estereótipo. Não se vê o tom de crítica social, pois a alienada família não parece ser real, logo suas atitudes caem no desinteresse. O roteiro possui muitos furos, um amontoado de clichês e nada, nada provoca graça. Uma plateia assistiu de forma silenciosa uma obra que não disse a que veio. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: black;"><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span><strong>Argumento.net</strong> é veículo oficialmente credenciado ao <a href="http://www.festivaldegramado.net/">37 º FESTIVAL DE CINEMA DE GRAMADO</a>. Acompanhe aqui, diariamente, tudo o que rola no evento cinematográfico da cidade serrana mais charmosa do país.</span></p>
<p><font style="font-size: small;" face="Arial Narrow" size="3"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p></font></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p></span></p>
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