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	<title>Argumento.net &#187; FESTIVAL DE BRASÍLIA</title>
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		<title>BRESSANE IMPACTANTE E AS GAROTAS DO ABC</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jun 2003 01:34:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aurora Miranda Leão</dc:creator>
				<category><![CDATA[FESTIVAL DE BRASÍLIA]]></category>

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		<description><![CDATA[Prossegue com muita movimentação no Hotel Nacional e super lotação no Cine Brasília esta trigésima-sexta edição do FestBrasília. Um dos méritos do Festival, comandado com categoria por Fernando Adolfo, é reunir nomes emblemáticos do cinema nacional. Entre esses, Júlio Bressane, que acompanhou a projeção de seu FILME DE AMOR ao lado da esposa, dos produtores, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><a name="1069647066"><span style="font-size: 11pt; color: black; font-family: Verdana;">Prossegue com muita movimentação no Hotel Nacional e super lotação no Cine Brasília esta trigésima-sexta edição do FestBrasília. Um dos méritos do Festival, comandado com categoria por <strong>Fernando Adolfo</strong>, é reunir nomes emblemáticos do cinema nacional. Entre esses, <strong>Júlio Bressane</strong>, que acompanhou a projeção de seu FILME DE AMOR ao lado da esposa, dos produtores, e da atriz <strong>Bel Garcia</strong> – <strong>Fernando Eiras</strong>, ocupado com teatro no Rio, não pôde vir à capital federal.<br />
E FILME DE AMOR prossegue a polêmica já levantada em alguns festivais fora do país. Aqui também a platéia vaiou e aplaudiu o filme. Eu, particularmente, fiquei encantada. Desde os ambientes escolhidos por Bressane, as seqüências na praia, o velho sobrado abandonado no centro do Rio, a inspiração no artista <strong>Balthus</strong>, os planos, a direção de arte e a exuberante fotografia de <strong>Walter Carvalho</strong>, passando do preto e branco ao colorido com invejável maestria,o filme nos faz refletir/repensar sobre a tríade <em>Beleza-Amor-Prazer</em>. E, talvez, pro espectador comum seja um tanto incômodo parar pra pensar. Como disse o próprio Bressane em entrevista concedida após o debate pós-filme, o cidadão brasileiro já vive tão asfixiado com essa necessidade de arranjar emprego e manter trabalho que assistir aos filmes com ‘formato’ mais popular lhe pareça como uma saída de fácil acesso ao cotidiano estressante e tantas vezes sem sentido.<br />
As músicas escolhidas para emoldurar o filme são um espetáculo à parte. Especialmente quando a telona é encharcada pela beleza da enseada de Botafogo ao som de <strong>Lamartine Babo</strong>&#8230; A impressão é de estarmos diante de um quadro sonoro de algum grande pintor fascinado pela Cidade Maravilhosa.<br />
Chegar perto de Bressane foi uma das felizes oportunidades concedidas pela profissão. A inteligência generosa, o refinamento das atitudes, o debulhar natural do conhecimento profundo sobre tantos fazeres artísticos, a prestimosidade em conversar, tudo nele nos faz crer estarmos diante de um dos últimos gênios da raça. A boa notícia para todos é que a produção, pela primeira vez trabalhando com Bressane, promete fazer estréia nacional do filme ano que vem. Em outra edição deste ARGUMENTO.net comentaremos mais sobre este FILME DE AMOR de Bressane.<br />
E na noite do sábado foi a exibição de GAROTAS DO ABC, novo longa de <strong>Carlos Reichenbach</strong>, com produção de <strong>Sarah Silveira</strong>. Noite aberta pelo bumba-meu-boi do Maranhão sob a batuta do <strong>Mestre Teodoro</strong>. Os brincantes ainda ensaiaram alguns passos da dança para a platéia entusiasmada. E Reichenbach subiu ao palco com toda sua equipe e muito emocionado contou estar ao lado <em>‘da minha família’</em>.<br />
Na platéia, fazendo a festa dos fotógrafos, a ministra <strong>Benedita da Silva</strong>, prestigiando <strong>Rocco</strong> e <strong>Antônio Pitanga</strong>, ambos no elenco de GAROTAS&#8230;, ao lado de <strong>Selton Mello</strong>, <strong>Dionísio Neto</strong>, <strong>Ângela Correa</strong>, <strong>Ênio Gonçalves</strong> e dos estreantes <strong>Michelle Valle</strong> e <strong>Fernando Pavão</strong>, entre outros.<br />
Foram mais de duas horas de projeção, mas a platéia parece ter deixado o Cine Brasília aprovando o filme. Muitos aplausos e cumprimentos ao diretor e parceiros. </span></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="mso-bookmark: 1069647066;"><span style="font-size: 11pt; color: black; font-family: Verdana;">Na seqüência, mais notícias. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="mso-bookmark: 1069647066;"><span style="font-size: 11pt; color: black; font-family: Verdana;">Abraços, </span></span></p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small; font-family: Arial Narrow;"> </span></p>
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		<title>NA RETA FINAL</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jun 2003 01:29:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aurora Miranda Leão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os filmes LOST ZWEIG, do curitibano Sylvio Back, e HARMADA, de Maurice Capovilla, são os dois últimos da mostra competitiva de longas do FestBrasília. LOST ZWEIG teve exibição no domingo. O longa é baseado no livro “Memórias do Paraíso”, do jornalista Alberto Dines, e aborda os últimos dias do escritor austríaco Stefan Zweig e de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os filmes LOST ZWEIG, do curitibano <strong>Sylvio Back</strong>, e HARMADA, de <strong>Maurice Capovilla</strong>, são os dois últimos da mostra competitiva de longas do FestBrasília.<br />
LOST ZWEIG teve exibição no domingo. O longa é baseado no livro <em>“Memórias do Paraíso”</em>, do jornalista <strong>Alberto Dines</strong>, e aborda os últimos dias do escritor austríaco <strong>Stefan Zweig</strong> e de sua mulher no Brasil, país pelo qual o escritor apaixonou-se em refúgio da guerra. Abordando a era Vargas, o filme é todo falado em inglês e sua exibição não obteve muito entusiasmo da platéia.<br />
HARMADA, de Capovilla é o último filme da competição, e a exibição aconteceu na segunda-feira, às 20:30h. Também baseado em obra literária, o romance homônimo do gaúcho <strong>João Gilberto Noll</strong>, HARMADA conta a história da decadência de um artista, o qual, através de uma jovem que bem podia ser sua filha, encontra ânimo para mergulhar num projeto que pode modificar sua vida. O protagonista é o ator <strong>Paulo César Pereio</strong>, emblemático nome da nossa Sétima Arte, que está em Brasília desde sexta, bem festejado por amigos, jornalistas e realizadores. Aliás, no hall do hotel, há um enorme pôster de Pereio, em cena de algum de seus muitos filmes, onde ele aparece sentado num “trono” com aquele ar de enfado&#8230;<br />
Este é só um convite para hóspedes e a turma do Festival visitarem a grandiosa e instrutiva exposição em cartaz no Salão Azul do Hotel Nacional – <em>“Viva o Cinema Brasileiro!”</em> – que rememora através de cartazes originais e várias fotos muitos filmes importantes na trajetória de grandes marcos do nosso cinema. Ali o visitante depara-se com enorme pôster de <strong>Norma Benguell</strong> em OS CAFAJESTES, de <strong>Ruy Guerra</strong>, cartazes de A FALECIDA, com <strong>Fernanda Montenegro</strong>; A DAMA DO LOTAÇÃO, com <strong>Sônia Braga</strong>; ENGRAÇADINHA, com <strong>Lucélia Santos</strong>; <strong>Leila Diniz</strong>, revivida com maestria por <strong>Louise Cardoso</strong> em filme premiado de <strong>Luís Carlos Lacerda</strong>; BARRAVENTO, de <strong>Glauber Rocha</strong>, e tantos outros. Exposição que merece ser levada a todos os festivais do país. E que, aliás, ficaria muito bem num local específico do Ministério da Cultura ou numa Cinemateca Nacional. É um agradável passeio pela nossa memória audiovisual, e aos que ainda não admiram/respeitam nosso Cinema com o devido merecimento, deve valer como um tapa na cara.<br />
No filme de Capovilla, o elenco conta ainda com <strong>Joanna Medeiros</strong>, <strong>Malu Galli</strong>, <strong>Lucina Domschke</strong> e <strong>Patrícia Libardi</strong>. Antes de sua exibição, esta noite, serão mostrados os curtas TRANSUBSTANCIAL, de <strong>Torquato Joel</strong>, da Paraíba, e PORCOS CORPOS, do pernambucano <strong>Sérgio Oliveira</strong>.<br />
A comissão que analisa os filmes é formada por <strong>Raul Cortez</strong>, o fotógrafo <strong>Affonso Beato</strong>, o cineasta <strong>Alain Fresnot</strong> (do recente DESMUNDO), a escritora cearense <strong>Ana Miranda</strong>, <strong>Márcio Curi</strong>, o jornalista <strong>José Geraldo Couto</strong> e o diretor <strong>Luís Fernando Carvalho</strong> (de LAVOURA ARCAICA).<br />
A premiação vai distribuir R$ 325 mil aos vencedores de longas, médias e curtas em 35mm e 16mm. Ademais, há prêmios de empresas atuantes na área, da Câmara Distrital, do Ministério da Cultura e da crítica especializada.<br />
Entre as ‘celebridades’, circulam pelo hall do Hotel Nacional, além dos já citados, a atriz <strong>Leona Cavalli</strong>, <strong>Selton Mello</strong> e <strong>Michelli Valle</strong> (protagonista de GAROTAS DO ABC, a bela morena que fez papel de uma modelo vigarista na novela da Rede Globo <em>Celebridade</em>, que ‘provocou’ foto com o irmão de <strong>Fábio Assunção</strong>). Michelli não só é muito bela como vai causar sensação sua nudez no filme de <strong>Carlos Reichenbach</strong>. Entre os eventos paralelos, o que tem movimentado bastante o Salão Vermelho do confortável Hotel Nacional é o Encontro de Cineclubistas, além de oficinas de Ator e Câmara com <strong>Walter Lima Júnior</strong> e de Criação de Trilhas Sonoras, com o veterano <strong>David Tygel</strong> (responsável, entre tantas outras, pela belíssima trilha de APOLÔNIO BRASIL, de <strong>Hugo Carvana</strong>).</p>
<p>Saudações cinéfilas,</p>
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		<title>RESULTADO EM SUSPENSE</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jun 2003 01:27:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aurora Miranda Leão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em solenidade marcada para às 21h na Sala Villa Lobos do Teatro Nacional, Zezé Motta e o ator brasiliense Sérgio Fidalgo vão anunciar os vencedores do concorrido Festival de Brasília, em sua trigésima-sexta edição, exibindo como concorrentes em longa-metragem apenas veteranos. O último concorrente exibido foi o filme de Maurice Capovilla, cujo protagonista, o ator [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em solenidade marcada para às 21h na Sala Villa Lobos do Teatro Nacional, <strong>Zezé Motta</strong> e o ator brasiliense <strong>Sérgio Fidalgo</strong> vão anunciar os vencedores do concorrido Festival de Brasília, em sua trigésima-sexta edição, exibindo como concorrentes em longa-metragem apenas veteranos. O último concorrente exibido foi o filme de <strong>Maurice Capovilla</strong>, cujo protagonista, o ator <strong>Paulo César Pereio</strong>, roubou as atenções no palco, quando da apresentação da equipe do filme e também no debate desta terça, cativando com simpatia e inteligência. No debate, com platéia bem atenta, a presença do cineasta <strong>Júlio Bressane</strong>, mostrando-se educadamente grato à equipe do curta TRANSUBSTANCIAL, <strong>Torquato Joel</strong> à frente, que a ele e à equipe de FILME DE AMOR dedicou o trabalho.<br />
E já quase na hora de começar a solenidade, preciso falar do curta CARTAS DA MÃE, bela homenagem de <strong>Fernando Kinas</strong> e <strong>Marina Willer</strong> a um de nossos mais emblemáticos cartunistas. O curta traz cartas de <strong>Henfil</strong> dedicadas à mãe, na voz de <strong>Antônio Abujamra</strong>, e depoimentos importantes sobre o artista, sobretudo o do hoje Presidente <strong>Luís Ignácio Lula da Silva</strong>. Trabalho que merece ser exibido em escolas e cursos de cinema e teatro, etc, pra que se conheça mais sobre a vida aguerrida do irmão de <strong>Betinho</strong>.<br />
Vale ressaltar também os números do Mercado Brasileiro do Filme, o qual contou com a participação de 28 distribuidores de 11 países, entre esses Canadá, Estados Unidos, Alemanha, Itália, Reino Unido e Argentina, entre outros. Foram fechados diversos contratos de vendas de longas-metragens nacionais para o exterior. Realização do Grupo Novo de Cinema e TV/Brazilian Cinema Promotion (<strong>Tarcísio Padilha</strong>, o mesmo produtor de FILME DE AMOR) e Secretaria da Cultura do Distrito Federal, o Mercado do Filme apresentou 220 títulos, entre curtas e longas-metragens, na tentativa de exportar a cinematografia brasileira. <em>&#8220;É preciso aproveitar este bom momento do cinema brasileiro&#8221;</em>, diz Padilha.<br />
Alguns títulos vendidos: AMARELO MANGA, VIVA SÃO JOÃO e RIO DE JANO (<strong>Eduardo Souza Limma</strong>, <strong>Anna Azevedo</strong>). E o bom é que companhias aéreas também se interessaram pelos nossos filmes: a Air France vai comprar O HOMEM QUE COPIAVA, de <strong>Jorge Furtado</strong>, AS ALEGRES COMADRES, de <strong>Leila Hipólito</strong> e o belo NARRADORES DE JAVÉ, premiado filme de nossa querida <strong>Lili Caffé</strong>. A Varig e a American Airlines também estáo de olho nas nossas produções. E viva o Cinema Nacional!</p>
<p>Mais tarde, os vencedores do 36° FestBrasília.</p>
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		<title>FESTIVAL CONSAGRA ARTE MAIOR DE BRESSANE</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jun 2003 01:24:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aurora Miranda Leão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[EUFORIA! É este o sentimento que se apossa de mim ao ouvir o resultado do Festival de Brasília. O antológico FILME DE AMOR, de Júlio Bressane, foi o grande vencedor da noite. Maravilha!!! Não há como esconder, e vocês que me acompanharam no ARGUMENTO.net devem ter notado: desde o início, minha torcida era para este [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>EUFORIA! É este o sentimento que se apossa de mim ao ouvir o resultado do Festival de Brasília. O antológico FILME DE AMOR, de <strong>Júlio Bressane</strong>, foi o grande vencedor da noite. Maravilha!!! Não há como esconder, e vocês que me acompanharam no ARGUMENTO.net devem ter notado: desde o início, minha torcida era para este “pequeno filme sobre um grande tema”, conforme costuma dizer o modesto Bressane.<br />
Na verdade, confesso, já saí de Fortaleza com o filme na cabeça. Ou melhor, estava ansiosa para conferir na tela o que havia lido, em críticas sobre o filme, quando de sua exibição em Cannes e Veneza. Aliás, desde que vi O MANDARIM, encantei-me com o olhar sensível e completamente singular de Bressane. Que sabe como ninguém escolher as músicas para emoldurar sua Sétima Arte. Que sabiamente insiste em ver sua obra interpretada por um ator do quilate de <strong>Fernando Eiras</strong>. Que há décadas faz filmes impactantes porque é sempre novo em sua forma de olhar e sentir o belo. E olha e sente sem arestas, sem preconceitos com a mesma vontade de encontrar novas visões, seja através das grandes coisas, seja pelas coisas mais banais. É ele mesmo quem diz: <em>”Sobretudo na minha vida, vi gente tola surpreendente”</em>.<br />
E Bressane, um dos últimos gênios da raça, surpreende sempre. FILME DE AMOR é uma grande pérola encravada na história da cinematografia mundial. É um grande filme sobre um apaixonante tema.<br />
Além de “Melhor Filme” do Festival de Brasília, FILME DE AMOR venceu também como Melhor Fotografia – a cargo do mestre <strong>Walter Carvalho</strong> – e Melhor Trilha Sonora – de <strong>Guilherme Vaz</strong>. Candangos super merecidos!!!<br />
Se estou eu tão feliz, imaginem ele, sua companheira, os produtores <strong>Lúcia Fares</strong> e <strong>Tarcísio Vidigal</strong>, as assessoras de imprensa <strong>Susana Schild</strong> e <strong>Paula Guatimosim</strong> (um doce !). E minha alegria maior vem talvez do fato de ter me encantado tão completamente pelo filme que o resultado do Festival veio confirmar minha torcida. Outros concorrentes mereceram aplausos mais calorosos do público. Mas eu fiz força para acreditar que aquilo era reação da média de pensamento nacional, infelizmente ainda não encaminhada devidamente na seara cultural. Enfim, venceu o mais belo, o mais apaixonadamente feito, aquele filme sobre o qual o diretor fala com tanta eloqüência e emoção que nos convida a gostar de FILME DE AMOR antes mesmo de vê-lo. Ou gostar mais ainda após conversar com ele. Que generosamente concedia entrevista a todos quando o procuravam no hall do Hotel Nacional ou mesmo no Cine Brasília.<br />
Bem, e depois de destrinchar minha euforia bressaniana pra vocês, vou falar dos outros vencedores: GLAUBER, O FILME – LABIRINTO DO BRASIL, de <strong>Sílvio Tendler</strong>, ganhou Melhor Filme para o Júri Popular – como também já previra – e o prêmio da Crítica. O filme é muito bom e tem um importante sentido histórico. <strong>Rogério Sganzerla</strong>, que fez um “anti-filme” com O SIGNO DO CAOS, levou o Candango como Melhor Diretor (durante o festival, Sganzerla esteve muito bem representado por sua mulher, a atriz <strong>Helena Ignez</strong>, e pelas belas filhas <strong>Djin</strong> e <strong>Sinai</strong>).<br />
<strong>Paulo César Peréio</strong> é o Melhor Ator por sua atuação em HARMADA, de <strong>Maurice Capovilla</strong>, enquanto <strong>Ruth Rieser</strong> ganhou o prêmio de Melhor Atriz por sua participação em LOST ZWEIG, de <strong>Sylvio Back</strong>. <strong>Ênio Gonçalves</strong> e <strong>Vera Mancini</strong>, ambos de GAROTAS DO ABC, de <strong>Carlos Reichenbach</strong>, ganharam os prêmios de Melhor Ator e Melhor Atriz Coadjuvante. Sylvio Back e <strong>Nichollas Oneir</strong> ganharam Melhor Roteiro com LOST ZWEIG, filme também vencedor de Melhor Direção de Arte – Candango para <strong>Bárbara Quadros</strong>. <strong>Silvio Renoldi</strong> e Sganzerla levam a estatueta de Melhor Montagem por O SIGNO DO CAOS, enquanto o prêmio especial do júri foi para o argumento de GAROTAS DO ABC, de Reichenbach, estrelado pela bela <strong>Michelle Valle</strong>.<br />
Já a premiação de curtas deixou a desejar. O Melhor Filme em 35mm foi RUA DA AMARGURA, do mineiro <strong>Rafael Conde</strong>. E o filme só tem de destaque mesmo a atuação de <strong>Yara de Novaes</strong>. O melhor curta em 16mm foi SUICÍDIO CIDADÃO, de <strong>Iberê Carvalho</strong>. O júri popular considerou o melhor curta em 35mm MOMENTO TRÁGICO, da atriz <strong>Cibele Amaral</strong>. Uma pena: os curtas CARTAS DA MÃE, tocante homenagem a <strong>Henfil</strong>, assinada por <strong>Fernando Kinas</strong> e <strong>Marina Willer</strong>, e o poético O OVO, de <strong>Nicole Algranti</strong>, com caprichado roteiro de <strong>Luís Carlos Lacerda</strong> (Bigode) e <strong>Clarice Lispector</strong>, um ousado P&amp;B e bela fotografia de <strong>Antônio Dourado</strong>, além da cativante narração de <strong>Maria Bethânia</strong>, não tenham levado seus merecidos Candangos. Ficou de fora da lista também o interessante ONDE QUER QUE VOCÊ ESTEJA, de <strong>Bel Bechara</strong> e <strong>Sandro Serpa</strong>, com ótimas atuações de <strong>Débora Duboc</strong> e <strong>Leonardo Medeiros</strong>.<br />
Enfim, festival tem dessas coisas e nem tudo pode sair perfeito. Valeu pelo destaque ao Cinema Nacional, pela organização, pelo critério do júri de longas, pela realização dos debates, oficinas, seminários. Tudo serviu para enriquecer o dia-a-dia de quem adora a Sétima Arte, especialmente a que tem jeito, cor, cheiro e assinatura de Brasileiro.<br />
Até o próximo Festival! A nós, jornalistas, fica o agradável dever de contribuir para levar mais gente às salas de cinema para prestigiar as produções nacionais.</p>
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		<title>PRIMEIRO DIA</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jun 2003 01:31:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aurora Miranda Leão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com apresentação da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, sob a regência do maestro Sílvio Barbato, tendo como mestre de cerimônias a atriz Patrícia Pillar e o brasiliense Humberto Reis, foi aberto no Teatro Nacional, na terça, 18, a 36ª edição do Festival de Cinema de Brasília, o maior – e mais respeitado – [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com apresentação da <em>Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro</em>, sob a regência do maestro <strong>Sílvio Barbato</strong>, tendo como mestre de cerimônias a atriz <strong>Patrícia Pillar</strong> e o brasiliense <strong>Humberto Reis</strong>, foi aberto no Teatro Nacional, na terça, 18, a 36ª edição do Festival de Cinema de Brasília, o maior – e mais respeitado – do país, dentre os que dedicam todo o seu espaço somente para o Cinema Nacional. Quase duas mil pessoas, a maioria estudantes, lotaram o teatro, cujo filme de abertura, apresentado fora da mostra competitiva, foi SUBTERRÂNEOS, de <strong>José Eduardo Belmonte</strong>.<br />
Nomes como <strong>Raul Cortez</strong>, <strong>Luís Fernando Carvalho</strong>, <strong>Chico Diaz</strong>, <strong>Ana Maria Magalhães</strong> e <strong>Betse de Paula</strong> já circulam pelos corredores do Hotel Nacional, menos assediados pelo público do que as &#8216;celebridades&#8217; que circularam no Festival de Gramado. Uma das novidades deste ano é a realização do <em>I Mercado do Filme Brasileiro</em>, que reúne distribuidores de diversos países interessados em adquirir nossos filmes. Há gente da Alemanha, Estados Unidos, França e Itália, para citar só alguns.<br />
Outra boa novidade é a mostra <em>Em Cartaz</em>, que tem curadoria do baiano-cearense <strong>Nonato Freire</strong>, reunindo 38 cartazes de filmes vencedores do Festival de Brasília em seus 36 anos de realização. A intenção de Nonato é que a mostra possa ganhar um caráter itinerante pelos diversos festivais do país.<br />
Um dos filmes mais aguardados da competição é FILME DE AMOR, do veterano <strong>Júlio Bressane</strong>, que será exibido na noite de sexta-feira. Para esta exibição está sendo aguardado aqui em Brasília o ator <strong>Fernando Eiras</strong>, protagonista deste e de tantos outros filmes de Bressane. Outro que deve passar por aqui nestes dias é <strong>Paulo César Pereio</strong>, protagonista de HARMADA, do cineasta <strong>Maurice Capovilla</strong>, último filme a ser exibido na competição, na noite de segunda.<br />
Mais novidades do festival, na seqüência. Agora vou correr atrás de entrevistas.</p>
<p>Grande abraço,</p>
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