Ô, dia!
Dia de nada
Dia sem dia
Caixa vazia!
E ainda assim
Menos um dia.
RIP
Sim,
é triste
enterrar flores.
Mas é
mais triste
Regá-las mortas.
Quando se apaixonava ouvia sons musicais. Róseos acordes bemóis. Mas não se dava conta disso. Quando o conheceu, o mundo ficou então mais colorido e sonoro, só que a vida dela deixou o pianíssimo de lado para alternar-se entre staccatos e quiálteras de um relacionamento um tanto conturbado. Se dependesse dela, tudo pra eles seria [...]
Porto, minha Porto
Tuas luzes me acendem
Tuas águas me regam
Enraizo-me em ti.
Porto, ah, minha Porto!
Amo-te como se fosses minha
Percorro teu corpo
E me fazes assim
Tão como tu
Alegre.
É como se eu tivesse sido atraída.
Foi lá no Campus do Vale, semana passada. Entrei na Zouk e fui direto pros saldos. Sem nem olhar, pura curiosidade, peguei um livro a esmo. O livro. Ri quando li o título: O livro dos labirintos, de Patricio Dugnani. Percebi, então, que aquelas páginas vieram direto pras minhas [...]
Eu tenho uma flor. Uma violeta. Criei um método para regá-la de modo que nunca daria água demais para que ela se afogasse e muito menos quando ela não precisasse. Tal método consistia em perceber quando ela começasse a murchar, demonstrando, assim, que havia chegado a hora de regá-la.
Notei, porém, que por um certo [...]
Por diversos motivos não citados aqui, tenho repensado, ad nauseam, minha vida, valores, ideais, objetivos. Alguém conhecido que passou pela mesma situação, anos atrás, usou uma ilustração muito interessante a respeito dessa reciclagem existencial por que havia passado, a qual reproduzo aqui. Para ele, sua vida assemelhava-se a um armário lotado de papéis de modo [...]
Sempre achei que nos dias nublados o verde é mais verde. E como gosto de verde, gosto também dos dias nublados. Hoje o dia está especialmente cinza. Verde, logo. Esta manhã se preparou para compensar (e quem sabe para simbolizar) toda a noite insone a pensar em Ensaio sobre a Cegueira e na minha própria… [...]
Chegou em casa. Cumprimentou a esposa, abriu a geladeira, pegou uma cerveja e deixou-se cair no sofá, em frente à televisão. Com o controle na mão, mudava constantemente de canal. Olhar ao léu. Preocupado, sentia-se estranho desde o último serviço. Os programas passavam por seus olhos distraídos, quando viu num noticiário policial o retrato falado [...]
A UFRGS tem recantos privilegiados. Alguns oásis. Um deles é o setor onde estão os livros raros (COE), na BSCSH. O acesso a essa sala é restrito, mas se você solicitar com muito jeitinho a entrada ao plantonista, ele permite.
De vez em quando eu e alguns amigos passeamos pelos corredores, pelas prateleiras, tocando, folheando, acariciando [...]