tudo sempre morre o que resta é saudade depois suave impressão pinceladas foscas no vazio colorindo nada tudo sempre nasce até onde há sal e deserto
é sempre a mesma gota a igual adaga que fere o tal veneno que matam de forma idêntica mil vezes singular
Tanto vaguei pelo deserto seca e sem asas cega de areia e sal. Teu fim atravessou meu começo e te perpetuo em verbo infinito oásis verde sereno espelho sutil inundação
grandes são os Desertos profundos os Abismos sinônimos sinais infinitos olhos imensos e escuros guardam todas as minhas dúvidas em suas certezas travessia.
adeus ponteiros de horas mal-dormidas bola em manhã de domingo chupetas, calcinhas, coelhos da Páscoa tiaras de princesa rosas ursos cheio de pó um travesseirinho que cheira boneca mechas de sol litros de leite e sal os olhos de vidro
um céu de brigadeiro uma panela azul e imensa pra comer de colher com uma das mãos (a outra segura a sua) assim bonito assim brisa assim manso (secretamente guardando os impossíveis) feliz, sempre
te hago mio cuando en cantos digo que te quiero me haces tuya cuando en noche oscura platea en mi cuerpo la luna te hago mio me haces tuya y todas las cosas son una las manos, el pecho, lo vacio
você só há na escuridão se abro os olhos revela-se o monstro lírica assombração a presente no espelho é o igual avesso o sempre é o que resiste ao pó e existe
um menino de cuecas no meio do branco seus pés são azuis a bolha amarela e perfeita. quase incendeia quase reflete reflete reflete mas ele ainda sente frio
em forma de coração escreve em riscos de giz mil voltas sem direção giros em torno de si nuvem de doce odor do verde frasco escapam é o cheiro do amor embriagando os que passam um guarda o gosto de fruta outro o cheiro do mato um, de madeira bruta outro, de fino trato surpresa, [...]