O cinema brasileiro, ao retratar o submundo urbano, já rendeu bons frutos. Recentemente, obras como CIDADE BAIXA, AMARELO MANGA e LINHA DE PASSE são alguns desses exemplos. Personagens marginalizados que vivem de pequenos golpes não é algo necessariamente original. É o caso de NOSSA VIDA NÃO CABE NUM OPALA, filme de estréia do diretor [...]
Todos sentindo obscuramente que na despedida se poderia talvez, agora sem perigo de compromisso, ser bom e dizer aquela palavra a mais — que palavra? eles não sabiam propriamente, e olhavam-se sorrindo, mudos. Era um instante que pedia para ser vivo. Mas que era morto. Selton Mello tem hoje, no cinema brasileiro, um papel [...]
A pré-estréia do filme ONDE ANDARÁ DULCE VEIGA?, baseado na obra de Caio Fernando Abreu, apresentou uma nova sala da cidade. É a aconchegante CineBancários, que chega com a proposta de promover bons filmes a excelentes preços (5 reais, a mais barata da cidade). A sala é charmosa, com seus 81 lugares. Lembra a [...]
José Mojica Marins, o Zé do Caixão, finalmente encerra sua triologia do demônio com o filme que levou 40 anos para acontecer, em meio a problemas financeiros, mortes inexplicáveis de membros da equipe e produtores, entre outros fatos. Após tanta espera, o que se tem é uma remanescência de uma época onde o terror chocava [...]
Dentro de meu modesto conhecimento sobre o cinema nacional, não tenho registro algum em memória sobre nenhuma produção rodada 100% em plano-seqüência. Este é o principal atrativo de AINDA ORANGOTANGOS, longa do cineasta Gustavo Spolidoro e ambientado em Porto Alegre. A idéia do filme é contar várias histórias interligadas através da seqüência de fatos, e [...]
Depois do relativo sucesso de NETTO PERDE SUA ALMA, dirigido por Beto Souza e Tabajara Ruas, e adaptado da obra deste último, filme que alçou ao estrelato o ator Werner Schünemann, chega ao Palácio dos Festivais, na terceira noite competitiva, o filme NETTO E O DOMADOR DE CAVALOS, uma espécie de início da saga já [...]
Uma palavra dita. Arrependida. A frase que paira no ar. O stress. A briga. O fim. É na tentativa de reescrever a história que Heitor (Marco Ricca) corre atrás de Júlia (Alice Braga) como quem pretende engolir o dito e maneirar no ciúme. Ao refazer seu tão pessoal trajeto, acaba por encontrar as lembranças do [...]