Vestiu-se bela. Armou-se inteira. Prendeu a mágoa no nó da garganta. Rasgou o mapa: conhecia a rua, a sombra, o quarto, a cama. Quis quebrar os pratos, os copos. Previu os cacos e os trapos dos laços desfeitos. Seguiu a brisa em vento até enfrentar a janela fechada. Rolaram das mãos as pedras, tais [...]
Naquele dia negou despedidas: sepultou o corpo, não o amor. Recusou vestir a vida de preto. Não quis desidratar a beleza de um amar a dois. Negou as feridas. O inverno passaria com o tempo. Lydia fechou os olhos: nas lembranças da alma, os reencontros. Chovia em seu rosto. O temporal. Sentiu a [...]