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Liz Christine

Liz Christine já escreveu 52 artigos para Argumento.net

O CALOR DE OLHARES GULOSOS

Ah a doçura que invade o aroma de café com bolo de laranja nas tardes de domingo. Desembaraçando os fios após lavar os cabelos em um banho repleto de sutilezas envolventes. É proibido fumar degustando um licor enquanto a criminalidade passeia impunemente pelas ruas – mas em refúgios isolados faz-se como quiser e não há [...]

A BRISA DAS MADRUGADAS

A insanidade se refrescando dentro da geladeira abre suas asas ao redor da embalagem de sorvete de chocolate branco e o transtorno alimentar engatinha até a porta do banheiro trancado. O sabor de ilusão de cada descoberta gentil sobre as sensações guardadas dentro da memória descompromissada. Não há nenhum compromisso excedente com a realidade das [...]

como da primeira vez

Ah a exaustão que escorre das nuvens – mais café para descobrir a cor da indecisão que envolve cada instante da liberdade que perfuma o ar que se respira (…). Ato nenhum é premeditado essa noite e tudo já foi dito em uma tarde da primavera ou em uma noite do inverno – tudo, exceto [...]

impaciência mesclada

Uma leve impaciência mesclada (…). Os lírios na janela telada suavizam a temperatura da alta madrugada (…). Tudo é silêncio adocicado no ar perfumado que envolve o quarto lilás (…). Uma leve impaciência mesclada, uma breve indecisão adocicada, tanto faz (…). A gata deitada na almofada no chão retém olhares atenciosos por alguns momentos (…). [...]

sombras

Já falei da perplexidade latente que ameaça os olhos da gata? É que nada, nada, nada volta como já foi um dia – por mais que minha cabeça gire enquanto permaneço deitada e quieta esperando. Esperando que todo o álcool evapare da taça de vinho ao invés de absorver cada instante de pura perplexidade latente. [...]

LILÁS OU AZUL

Uma certa incapacidade em administrar o tempo que flutua em suaves prestações – uma tola incapacidade de permanecer acordada diante das injustiças corriqueiras (…);-/ Fechando os olhos para sentir o tempo correndo em suaves prestações que se bifurcam em sensações preciosas de intensidades variadas ;-)) Silêncio para observar os tons e gradações do tempo correndo [...]

BABUSKAS SORRINDO

Ah se algumas nuvens fossem feitas de silêncios – e se a outra metade das estrelas fosse feita de gestos dóceis ou profundos. E se a gata branca tomasse um banho cheio de estrelas caindo gota a gota repletas de gestos dóceis ou profundamente concisos e repletos de delicadeza permanente. Mas a sutileza não reina [...]

A POESIA DE UM BEIJO

Ouvir a própria respiração enquanto toda a concentração se dispersa ao redor da lâmpada azul – ah a chuva que cai lá fora desaloja as implicâncias mútuas (…). Tudo é silêncio dentro das diferenças comportamentais da lua em relação às estrelas que povoam a noite que cabe em uma página de livro inacabado (…). Frases [...]

CANTEIROS DE FLOR

Não vou falar da chuva que teima em espalhar nicotina em meus canteiros de flores mal dormidas (…). Tulipas, orquídeas, rosas brancas ou vermelhas, camélias, gardênias – elas jamais dormem (…). Sempre despertas, sempre alertas, porém sempre desatentas e alheias – observando o mundo através de sensações mais do que puras sem racionalizar as imagens [...]

REFLEXOS

Tudo bem, vou descer as escadas e procurar todos os sentidos perdidos dentro das conchas que se dissolvem a cada despertar (…). A gata branca se escondeu dentro do armário onde moram as palavras bêbadas de vinho do Porto misturado às cápsulas cor de rosa com curto prazo de validade (…). Remédios, ah remédios, remédios [...]